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 link para a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde Elaborada em agosto de 2011
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Morcegos: saiba sua importância e como evitar a raiva e a histoplasmose

Quem são?

São os únicos mamíferos que voam. Saem de seus refúgios ao entardecer e á noite. A maioria das espécies que vivem nas cidades são pequenas (entre 2 e 10 cm de comprimento) e podem alcançar idades entre 5 e 30 anos e, geralmente, vivem em colônias (agrupamentos).

Por que são importantes?

Os morcegos possuem um significativo papel na natureza, tanto que são protegidos pela lei de crimes ambientais. Espécies que se alimentam de frutos dispersam as sementes durante o vôo, sendo chamados de reflorestadores. Os que comem néctar e pólen polinizam as flores que abrem à noite, auxiliando na reprodução de plantas como paineira, pata-de-vaca e bananeira. Os morcegos carnívoros fazem o controle das populações de vertebrados, como por exemplo, de roedores que atacam a agricultura. Nas cidades, os morcegos que caçam os insetos (mosquitos, traças, baratas, cascudos, mariposas, etc.) são responsáveis pelo controle dessas populações. No campo, por exemplo, se alimentam da lagarta-da-soja. Os morcegos hematófagos são conhecidos por morderem o gado, os animais domésticos e os humanos, lambendo seu sangue. No entanto, também são importantes na medicina, pois sua saliva contém substâncias anticoagulantes que estão auxiliando a evitar doenças cardíacas (enfarto, trombose e outras).

Quais são as doenças que podem causar?

Há duas principais doenças relacionadas aos morcegos, mas que não são transmitidas unicamente por eles:

- raiva: é uma doença fatal, transmitida por um vírus presente na saliva de animais doentes. Qualquer mamífero (cão, gato, morcego), pode, pelo simples contato com a saliva e mordedura, passar o vírus da raiva.

- histoplasmose: é uma doença causada por um fungo que se prolifera nas fezes de aves e morcegos, principalmente. As pessoas adquirem ao entrar em contato com um ambiente que possua grande quantidade de matéria orgânica, e o fungo presente na forma de esporos (células reprodutoras) é inalado.

 


Onde vivem?

- sótãos, porões, forros de telhados, pisos falsos, entre paredes duplas, garagens, vãos de dilatação entre prédios, caixas de máquina, caixas de ar-condicionado, caixilhos de persianas, chaminés de lareiras e churrasqueiras, poços de elevadores, poços de luz, ocos de árvores, entre a folhagem de árvores copadas, casas abandonadas, cavernas, estábulos.

Como prevenir?

- vãos e telhados com aberturas superiores a 1,5 cm devem ser vedados. Pode-se utilizar telas de malha fina, polietileno expansível, massa de calafetação e outros materiais, conforme o local;

- em locais com acúmulo de fezes, umedeça o ambiente com uma solução de metade água, metade água sanitária, antes de retirá-las. Utilize luvas de borracha, máscaras ou panos úmidos sobre o nariz e a boca. Terminada a limpeza, borrife novamente água sanitária no local;

- quando o morcego entra na residência através janela ou porta, apague as luzes e deixe o ambiente aberto para que ele possa retornar para o ambiente externo. Se for comum a entrada de morcegos em sua casa, procure colocar telas;

- evite o contato com morcegos vivos ou mortos. Evite pegá-los com as mãos desprotegidas (sem luvas ou panos grossos).

Atenção: Em caso de contato, limpe o ferimento com água e sabão e procure orientação junto ao posto de saúde de sua cidade.

 

 IMPORTANTE
  •  Somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As
  •  informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.
  • Fonte:
  • Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre. Morcego: saiba como evitar a raiva e a histoplasmose. (Folder).
  •  Sugira um tema: grupofocal@saude.gov.br
  •  Créditos: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde