Material de apoio para jornalistas
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09/01/2008 - Brasília
- A febre amarela urbana foi erradicada no Brasil em 1942.
O vírus, no entanto, continua a cirurlar na natureza.
O Ministério da Saúde, estados e municípios
acompanham as mortes de macacos (epizootias), pois é um
ação sentinela sobre a atuação
do vírus da febre amarela nas matas.
- Nos meses de dezembro/07 e janeiro/08, houve um aumento
significativo das notificações no estado
de Goiás com a inclusão de 23 novos municípios
em relação aos meses anteriores, alguns
deles situados em municípios com grande fluxo
de turismo nacional e internacional.
- No mesmo período foram registradas também
epizootias em 13 localidades do Distrito Federal, bem
como em quatro municípios de Minas Gerais.
- Adiciona-se ao fato, a proximidade das cidades em que
ocorram essa mortes.
- De forma preventiva, o Ministério da Saúde
de forma articulada e integrada com as Secretarias Estaduais
da Saúde de Goiás, do Distrito Federal
e de Minas Gerais desencadearam as ações
necessárias para impedir uma possível ocorrência
de casos humanosnos municípios de ocorrência
de epizootias e alerta às equipes de assistência
médica para a detecção de possíveis
casos:
- intensificação da vacinação
contra a febre amarela para todas as pessoas, acima
de seis meses de idade, não vacinadas e as
que foram vacinadas há dez anos ou mais, que
residam nas áreas de ocorrência de epizootias;
- recomendação
da vacinação
para as pessoas que se desloquem para áreas
de risco, pelo menos dez dias antes da viagem, assim
como para os adeptos do ecoturismo e trabalhadores
que adentram as matas;
- orientação aos
serviços de saúde
para que notifiquem de imediato às autoridades
sanitárias os casos atendidos e ou internados
de pacientes com quadro clínico compatível
com febre amarela;
- realização, de imediato,
de borrifação
com inseticida e outras medidas de redução
de criadouros do Aedes aegypti, nas áreas
urbanas limítrofes aos locais onde se registrou
morte de macacos, para evitar a transmissão
de febre amarela para a população humana
e impedir a reurbanização da doença;
- articulação
com o Ministério
do Turismo, Ministério das Relações
Exteriores e ANVISA, com o objetivo de orientar os
viajantes nacionais e internacionais que se deslocarem
para áreas turísticas localizadas nos
municípios onde ocorreram epizootias, sobre
a necessidade da vacinação contra a
febre amarela pelo menos dez dias antes da viagem.
- Desde
o início das epizootias, foram vacinadas
aproximadamente 520 mil pessoas no estado de Goiás
e 320 mil pessoas no Distrito Federal. Para isso, o Programa
Nacional de Imunizações já disponibilizou
2.267.500 doses da vacina para ambos os estados nos meses
de dezembro passado e janeiro em curso.
Situação da febre amarela no país
Áreas de Risco (Mantém circulação
do vírus na natureza)
Região Norte
Região Centro Oeste
Maranhão
Minas Gerais
Risco Potencial
Sul dos seguintes estados: Bahia e Espírito Santo
Áreas de Transição
Oeste dos seguintes estados: Piauí, São Paulo,
Paraná e Santa Catarina
Contra-indicações
- A vacina contra febre amarela é contra-indicada
em crianças com menos de 6 meses de idade;
- Portadores de Imunodepressão transitória
ou permanente, induzida por doenças (neoplasias,
aids e infecção pelo HIV com comprometimento
da imunidade) ou pelo tratamento (drogas imunossupressoras
acima de 2 mg/kg/dia por mais de duas semanas, radioterapia
etc);
- Gestação em qualquer fase constitui contra-indicação
relativa a ser analisada para cada caso na vigência
de surtos;
- Reações anafiláticas relacionadas
a ovo de galinha e seus derivados ou outras substâncias
presentes na vacina (ver composição) constituem
contra-indicação.
Casos da doença

Fonte:
Assessoria de Comunicação Social/Divisão de Imprensa - Ministério
da Saúde
Telefone: 61 3315-3507