Goiânia, 07 de novembro de 2005.

RISCOS OCUPACIONAIS NA SAÚDE PÚBLICA: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Mônica Bonagamba Chiodi

Maria Helena Palucci Marziale

INTRODUÇÃO: A assistência de Saúde Pública no Brasil é estruturada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), definido como o conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais, e municipais, da administração direta e indireta das fundações mantidas pelo Poder Público. O SUS está organizado estruturalmente em uma rede regionalizada e hierarquizada, em níveis de complexidade para o atendimento da população, iniciando com o nível primário que oferece o atendimento mínimo e básico, o nível secundário que oferece além do atendimento básico algumas especialidades e o nível terciário que oferece assistência de todas as especialidades e permite a realização de exames diagnósticos na própria instituição. A literatura mostra que os profissionais da saúde encontram-se permeados pelo discurso religioso, onde estão enfatizados o devotamento, o idealismo, o altruísmo e a desambição material; tal situação concorre para o fato de seus profissionais encontrarem-se à mercê de riscos ocupacionais, que podem ser responsáveis pelo aparecimento de suas doenças. OBJETIVO: buscar evidências científicas na literatura nacional sobre os riscos ocupacionais a que estão expostos os trabalhadores que atuam na Saúde Pública. METODOLOGIA: Estudo bibliográfico efetuado nos últimos 14 anos na base de dados LILACS, Revista Brasileira de Saúde Ocupacional e Banco de Dados de Teses da Universidade de São Paulo-USP. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram encontrados 279 publicações enfocando os riscos ocupacionais, sendo que apenas nove (3. 23%) enfocavam sobre os riscos ocupacionais em Saúde Pública, os quais eram voltados a Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades Básicas e Distritais de Saúde (UBDS). Os resultados permitiram constatar que dentre os riscos ocupacionais identificados, os riscos psicossociais e biológicos foram os mais evidenciados. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O tema merece maior atenção dos pesquisadores para o diagnóstico da situação laboral e para a formulação de medidas preventivas para a promoção da saúde desses trabalhadores.

Correspondência para: Mônica Bonagamba Chiodi, e-mail: monica.chiodi@uol.com.br