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"Raro é ser muitos. Raro é ser forte. Raro é ter orgulho disso"- 28/02: Dia Mundial e Nacional de Doenças Raras

  • Publicado: Sexta, 26 de Fevereiro de 2021, 20h52
  • Acessos: 405

No 14.º Dia Mundial das Doenças Raras, comemorado no último dia de fevereiro, milhares de pessoas de todo o mundo irão se unir virtualmente para defender e sensibilizar a sociedade para as pessoas com doenças raras.

A mensagem central da campanha em 2021, "Raro é ser muitos. Raro é ser forte. Raro é ter orgulho disso", destaca a reformulação da palavra 'raridade', pois reflete mais de 6000 doenças e os diferentes aspectos da vida de pessoas com doenças raras. A mensagem nos lembra de que somos mais do que a nossa doença e de que o nosso potencial não está limitado pelo que, sozinhos, podemos atingir.

A Europe Rare Diseases (Eurordis) e as 62 Alianças Nacionais parceiras, em conjunto com a agência de marketing Shape History, desenvolveram materiais promocionais e um vídeo do Dia das Doenças Raras de 2021, disponível em 37 idiomas.

O vídeo ilustra os triunfos e os obstáculos com que as pessoas com doenças raras de todo o mundo se deparam no seu dia-a-dia, destacando as histórias de seis pessoas com doenças raras, que vivem na Austrália, no Brasil, nos Estados Unidos, na Malásia, na Noruega e no Quênia.

Apesar de cada patologia rara e complexa poder afetar um pequeno número de doentes, as doenças raras são um problema mundial que afeta um número estimado em 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Neste dia, juntamo-nos para manifestar o nosso apoio, criar laços, partilhar e construir um sentimento de pertencimento para que ninguém com uma doença rara fique para trás. Em conjunto, somos uma comunidade global pautada pela entreajuda.

O Brasil participou pela primeira vez da data em 2010 e, em 2018, a Lei nº 13.693 instituiu oficialmente o Dia Nacional das Doenças Raras, a ser celebrado no último dia de fevereiro, assim como o Dia Mundial.


Uma doença rara, também conhecida como doença órfã, é qualquer distúrbio que afeta uma pequena porcentagem da população. Embora a doença possa ser rara, pacientes e familiares compartilham uma luta comum.

Considera-se rara aquela doença que afeta até 65 pessoas em cada grupo de 100.000 indivíduos, ou seja, 1,3 pessoas para cada 2.000 indivíduos. O número exato de doenças raras não é conhecido, mas estima-se que existam entre 6.000 a 8.000 tipos diferentes em todo o mundo.

São caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas e variam não só de doença para doença, mas também de pessoa para pessoa acometida pela mesma condição. Manifestações relativamente frequentes podem simular doenças comuns, dificultando o seu diagnóstico, causando elevado sofrimento clínico e psicossocial aos afetados, bem como para suas famílias.

Geralmente, as doenças raras são crônicas, progressivas e incapacitantes, podendo ser degenerativas e também levar à morte, afetando a qualidade de vida das pessoas e de suas famílias. Além disso, muitas delas não tem cura, de modo que o tratamento consiste em acompanhamento clínico, fisioterápico, fonoaudiológico e psicoterápico, entre outros, com o objetivo de aliviar os sintomas ou retardar seu aparecimento.


Abaixo, algumas das doenças consideradas raras:

- Acromegalia;
- Anemia aplástica, mielodisplasia e neutropenias constitucionais;
- Angioedema;
- Aplasia pura adquirida crônica da série vermelha;
- Artrite reativa;
- Biotinidase;
- Deficiência de hormônio do crescimento – hipopituitarismo;
- Dermatomiosite e polimiosite;
- Diabetes insípido;
- Distonias e espasmo hemifacial;
- Doença de Crohn;
- Doença falciforme;
- Doença de Gaucher;
- Doença de Huntington;
- Doença de Machado-Joseph;
- Doença de Paget – osteíte deformante;
- Doença de Wilson;
- Epidermólise bolhosa;
- Esclerose lateral amiotrófica;
- Esclerose múltipla;
- Espondilite ancilosante;
- Febre mediterrânea familiar;
- Fenilcetonúria;
- Fibrose cística;
- Filariose linfática;
- Hemoglobinúria paroxística noturna;
- Hepatite autoimune;
- Hiperplasia adrenal congênita;
- Hipertensão arterial pulmonar;
- Hipoparatireoidismo;
- Hipotireoidismo congênito;
- Ictioses hereditárias;
- Imunodeficiência primária com predominância de defeitos de anticorpos;
- Insuficiência adrenal congênita;
- Insuficiência pancreática exócrina;
- Leucemia mielóide crônica (adultos);
- Leucemia mielóide crônica (crianças e adolescentes);
- Lúpus eritematoso sistêmico;
- Miastenia gravis;
- Mieloma múltiplo;
- Mucopolissacaridose tipo I;
- Mucopolissacaridose tipo II;
- Osteogênese imperfeita;
- Púrpura trombocitopênica idiopática;
- Sarcoma das partes moles;
- Síndrome hemolítico-urêmica atípica (Shua);
- Síndrome de Cushing;
- Síndrome de Guillain-Barré;
- Síndrome de Turner;
- Síndrome nefrótica primária em crianças e adolescentes;
- Talassemias;
- Tumores neuroendócrinos (TNEs).

Mesmo em tempos de pandemia é possível continuar conscientizando e apoiando a temática das doenças raras de forma virtual!

- organize uma reunião, workshop ou conferência online;
- promova um concurso de arte, fotografia ou redação;
- organize uma caminhada ou marcha a distância;
- planeje um evento esportivo ou de arrecadação de fundos;
- convide tomadores de decisão para um evento político ou apresente um manifesto às autoridades locais;
- compartilhe o vídeo oficial e os materiais da campanha nas redes sociais;
- ilumine um prédio!


Fontes:

Associação Brasileira de Doenças Raras
Associação Paulista de Mucopolissacaridoses e Doenças Raras
Doenças Raras de A a Z
Europe Rare Diseases (Eurordis)
Interfarma
Ministério da Saúde
Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

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