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CUIDADO PRÉ-NATAL

Publicado: Terça, 12 de Maio de 2015, 14h59 | Acessos: 3077

ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE; AVALIAÇÃO

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SILVA, Esther Pereira da; LIMA, Roberto Teixeira; COSTA, Maria José de Carvalho; BATISTA FILHO, Malaquias. Desenvolvimento e aplicação de um novo índice para avaliação do pré-natal. Revista Panamericana de Salud Pública, Washington,v. 33, n. 5, p. 356-362, May 2013. Disponível em Scielo

OBJETIVO: Desenvolver e aplicar um novo instrumento para avaliar o pré-natal com base nas diretrizes do Programa de Humanização do Pré-Natal e do Nascimento do Ministério da Saúde brasileiro, inserindo elementos quanti-qualitativos distribuídos segundo a tríade avaliativa de infra-estrutura, processo de trabalho e resultados. MÉTODOS: Este estudo transversal, de natureza analítico-descritiva e abordagem quantitativa, foi desenvolvido com 238 usuárias em 44 serviços da atenção primária à saúde do Município de João Pessoa, Nordeste do Brasil, de novembro de 2010 a dezembro de 2011. Também foram entrevistados médicos e enfermeiros envolvidos no cuidado pré-natal. O instrumento elaborado pelos pesquisadores continha 23 questões relativas a infra-estrutura, processo de trabalho e resultados da assistência pré-natal. A partir das informações coletadas, o pré-natal foi classificado pelo que denominamos de Índice IPR/Pré-Natal. Para cada questão atribui-se o valor 1 para adequado, quando em conformidade com os critérios estabelecidos, e 2 para inadequado. Com base na porcentagem representada pela soma do número de questões adequadas dos três componentes em relação ao total de 23 questões, o cuidado pré-natal foi classificado em: adequado superior (100% de questões adequadas); adequado (>75%); intermediário (51 a 74%); e inadequado (<50%). As categorias de classificação do IPR/Pré-Natal foram comparadas com as dos índices de Kessner e Adequacy of Prenatal Care Utilization (APNCU). RESULTADOS: As questões referentes ao processo de trabalho foram as que contribuíram com significância estatística para que o pré-natal fosse classificado em maior proporção na categoria intermediário pelo Índice IPR/Pré-Natal. As categorias de classificação do Índice IPR/ Pré-Natal mostraram-se consistentes para detectar as variáveis prematuridade, peso insuficiente ao nascer e não realização do aleitamento materno exclusivo. CONCLUSÕES: O Índice IPR/Pré-Natal foi eficaz na incorporação de elementos quanti-qualitativos para classificação do cuidado pré-natal.

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