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COQUELUCHE

Publicado: Terça, 01 de Março de 2016, 11h53 | Acessos: 2095

INCIDÊNCIA; VACINAÇÃO

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TORRES, Rosângela S.L.A. et al. Ressurgimento da coqueluche na era vacinal: aspectos clínicos, epidemiológicos e moleculares. Jornal de Pediatria (Rio de Janeiro), Porto Alegre, v. 91, n. 4, p. 333-338, jul./ago. 2015. Disponível em: Scielo

OBJETIVO: Relatar a incidência, os aspectos epidemiológicos, clínicos, a morte e a vacinação de pacientes com coqueluche e fazer a caracterização genotípica de isolados de Bordetella pertussis identificados no Estado do Paraná, de janeiro de 2007 a dezembro de 2013. MÉTODOS: Estudo transversal, incluindo 1.209 pacientes com coqueluche. Os dados foram obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e a epidemiologia molecular foi feita por PCR baseada em sequências repetitivas (rep-PCR; DiversiLab(r), bioMerieux, France). RESULTADOS: A incidência de coqueluche no Estado do Paraná aumentou acentuadamente de 0,15-0,76 por 100.000 habitantes entre 2007-2010 para 1,7-4,28 por 100.000 habitantes entre 2011-2013. Os pacientes com menos de um ano foram os mais afetados (67,5%); 59 crianças (5%) desenvolveram coqueluche mesmo depois de receber três doses da vacina e dois reforços com a vacina tríplice DTP. As complicações mais comuns foram pneumonia (14,5%), otite (0,9%) e encefalopatia (0,7%). Isolados de B. pertussis foram agrupados em dois grupos (G1 e G2) e oito padrões distintos (G1: P1-P5 e G2: P6-P8). CONCLUSÃO: O ressurgimento da coqueluche vem para sugerir novas pesquisas com o objetivo se desenvolverem vacinas com maior capacidade de proteção contra os clones atuais e também implantar novas estratégias de vacinação, a fim de reduzir o risco de doenças em lactentes.

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