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NUTRIÇÃO DA CRIANÇA

Publicado: Segunda, 10 de Outubro de 2016, 11h10 | Acessos: 1106

FATORES SOCIOECONÔMICOS; COMPORTAMENTO ALIMENTAR; SUPLEMENTAÇÃO ALIMENTAR

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SALLES-COSTA, Rosana; BARROSO, Gabriela dos Santos; CABRAL, Maria; CASTRO, Maria Beatriz Trindade de. Padrões dietéticos dos pais e determinantes sociais dos padrões alimentares das crianças. Revista de Nutrição, Campinas, v. 29, n. 4, p.483-493, jul./ago. 2016. Disponível em Scielo

Objetivo: Identificar os padrões dietéticos entre crianças menores de 30 meses de idade e verificar sua associação com os padrões dietéticos dos pais, juntamente com as características socioeconômicas e demográficas. Métodos: Estudo transversal de base populacional composto por amostra representativa de 1.085 domicílios da região metropolitana do Rio de Janeiro. O consumo alimentar infantil foi estimado através de dois recordatórios de 24 horas, aplicados em dias não consecutivos, e os padrões dietéticos foram identificados por análise de componentes principais, estratificada em dois grupos etários (6-17 meses; 18-30 meses). As informações sociodemográficas (idade dos pais, renda familiar, escolaridade e número de moradores no domicílio) e idade da introdução da alimentação complementar foram coletadas a partir de um questionário estruturado. Aplicou-se o Questionário de Frequência do Consumo Alimentar para avaliar o padrão dietético dos pais, gerado através da análise de componentes principais. Empregou-se a regressão linear multivariada para estimar o efeito de cada variável exploratória em relação ao padrão de consumo das crianças. Resultados: Três padrões dietéticos foram identificados entre crianças de 6 a 17 meses de idade (básico-misto; misto; e leite e farinhas infantis) e dois entre crianças de 18 a 30 (básico-misto e misto). Os resultados na análise de regressão multivariada mostraram que a idade de introdução da alimentação complementar (b=0.108; p=0.004) foi positivamente associado com o padrão básico-misto e a renda familiar (b=0.002; p£0.01) foi positivamente associada com o padrão misto. Observou-se uma associação negativa entre o padrão alimentar tradicional dos pais e o padrão misto entre as crianças com até 17 meses (b=0.152; p=0.006) e também entre as crianças com idade entre 18 e 30 meses (b=0.152; p=0.016). Entre as crianças maiores de 18 meses, obteve-se uma associação positiva da escolaridade dos pais (b=0.368; p£0.01) e o padrão misto. Conclusão: Renda familiar, escolaridade e padrão alimentar dos pais foi associado com os padrões dietéticos das crianças.

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