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PARENTALIDADE

Publicado: Segunda, 10 de Outubro de 2016, 11h30 | Acessos: 791

DISSOLUÇÃO CONJUGAL; CRIANÇA; SAÚDE MENTAL

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LAMELA, Diogo; FIGUEIREDO, Bárbara. Coparentalidade após a dissolução conjugal e saúde mental das crianças: uma revisão sistemática. Jornal de Pediatria (Rio de Janeiro), Porto Alegre, v. 92, n. 4, p.331-342, jul./ago. 2016. Disponível em Scielo 

Objetivo: A investigação tem demonstrado a coparentalidade como um dos mecanismos familiares centrais na predição da saúde mental em crianças e adolescentes. Considerando o aumento da prevalência da dissolução conjugal nas sociedades ocidentais, o objetivo desta revisão sistemática foi sumariar os resultados-chave de estudos empíricos que testaram a associação entre a saúde mental das crianças e a coparentalidade pós-dissolução conjugal. Fontes dos dados: Foram triados estudos de três bases de dados (PsycInfo, Pubmed e Web ofKnowledge), publicados entre janeiro de 2000 e outubro de 2014. Os títulos, resumos e palavras-chave das citações geradas foram independentemente analisados por dois investigadores para selecionar consensualmente os artigos que cumpriam os critérios de inclusão. Foram incluídos artigos que utilizassem instrumentos psicometricamente válidos para medir pelo menos um indicador de saúde mental e pelo menos uma dimensão da coparentalidade em amostras com pais divorciados. Síntese dos dados: Dos 933 artigos triados, 11 cumpriram os critérios de inclusão. Foram encontradas associações significativamente positivas entre o conflito coparental e problemas de comportamento e sintomas de ansiedade, depressão e somatização. Foram também encontradas associações significativamente positivas entre outras dimensões específicas da coparentalidade (suporte, cooperação e acordo coparentais) saúde mental global, autoestima e rendimento acadêmico. Conclusões: A análise integradora destes estudos sugeriu que a coparentalidade é um mecanismo-chave dentro do sistema familiar para a predição da saúde mental infantil pós-dissolução conjugal, sendo recomendado que pediatras, psicólogos e outros profissionais de saúde considerem a coparentalidade como uma variável psicossocial na avaliação e diagnóstico da saúde mental em crianças.

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