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ACESSO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE

Publicado: Segunda, 13 de Janeiro de 2020, 12h14 | Acessos: 96

NEOPLASIAS DO COLO DO ÚTERO; SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

001
LOPES, Viviane Aparecida Siqueira; RIBEIRO, José Mendes. Fatores limitadores e facilitadores para o controle do câncer de colo de útero: uma revisão de literatura. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 24, n. 9, p. 3431-3442, set. 2019. Disponível em Scielo

Este artigo revisa os fatores limitadores e facilitadores do acesso aos serviços públicos de saúde no Brasil na área da atenção ao câncer de colo de útero (CCU). Nesta revisão, foram utilizadas a base de dados bibliográficos Medline (interface com Biblioteca Virtual de Saúde/BVS e PubMed) e os portais Lilacs e SciELO. Buscou-se publicações referentes ao período 2011-2016, a partir do uso de termos específicos das fontes consultadas, relativos a ‘neoplasias do colo do útero’ e ‘acesso aos serviços de saúde’. Foram inicialmente encontrados 704 artigos, mas, considerando os critérios adotados, foram selecionados 31 artigos, dos quais foram incluídos 19. Foram mencionados aspectos facilitadores do acesso como ampla cobertura do exame Papanicolaou e de biopsias equivalente ao número de preventivos alterados. Entretanto, aspectos limitadores de acesso como periodicidade inadequada do Papanicolau, dificuldades para agendamento de consultas e exames, alto índice de estadiamento avançado e atrasos no diagnóstico e no início de tratamento, também foram apresentados.

TESTE DE PAPANICOLAOU; NEOPLASIAS DO COLO DO ÚTERO

002
FERNANDES, Noêmia Fernanda Santos; GALVÃO, Jôse Ribas; ASSIS, Marluce Maria Araújo; ALMEIDA, Patty Fidelis de; SANTOS, Adriano Maia dos. Acesso ao exame citológico do colo do útero em região de saúde: mulheres invisíveis e corpos vulneráveis. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 35, n. 10, e00234618, 2019. Disponível em Scielo

Este artigo avalia o acesso ao exame Papanicolaou na Estratégia Saúde da Família (ESF), em municípios de uma região de saúde. O controle do câncer do colo do útero depende de uma ESF organizada, portanto, avaliar o acesso ao teste de Papanicolaou revela a qualidade da assistência neste nível de atenção. Trata-se de estudo qualitativo, com dados produzidos em 10 grupos focais, perfazendo 70 participantes, em quatro municípios. Analisaram-se as dimensões organizacional, simbólica e técnica do acesso ao exame preventivo, tendo como condição marcadora o câncer do colo do útero. Os resultados indicaram que residir em zona rural era barreira para o acesso ao exame Papanicolaou e reforçavam as iniquidades. Enfermeiros eram a principal referência para a realização do exame preventivo. A ausência de itens necessários à coleta de material citopatológico foi uma barreira de acesso em todos os municípios. Havia entraves de acesso às mulheres com alguma deficiência e às mulheres lésbicas, com atendimento fragmentado e descontextualizado das singularidades pessoais. Os inúmeros entraves de acesso ao Papanicolaou expuseram a seletividade da ESF na região de saúde, visto que reproduzia a invisibilidade das mulheres com maior vulnerabilidade social e acentuava as desigualdades.

 

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