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INFECÇÕES POR CORONAVÍRUS

Publicado: Sexta, 15 de Janeiro de 2021, 12h38 | Acessos: 165

- COVID-19; ACESSO AOS CUIDADOS DE SAÚDE; ENVELHECIMENTO

010

MACINKO, James et al. Procura por atendimento médico devido a sintomas relacionados à COVID-19 e cancelamento de consultas médicas em função da epidemia entre adultos brasileiros mais velhos: iniciativa ELSI-COVID-19. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 36, supl. 3, e00181920, 2020. Disponível em Scielo

O continente americano apresenta o maior número de pessoas infectadas e de mortes associadas à síndrome respiratória grave do coronavírus 2 (SARS-CoV-2) no mundo. O Brasil ocupa a 2ª posição em números de casos de infectados e de óbitos, antecedido somente pelos Estados Unidos. Adultos mais velhos e aqueles com doenças crônicas preexistentes são mais vulneráveis às consequências da infecção. A epidemia do SARS-CoV-2 tem enormes consequências para os serviços de saúde. Portanto, é urgente avaliar o efeito da pandemia na população idosa brasileira. Nosso objetivo foi examinar a prevalência de sintomas da COVID-19, a busca por atenção em saúde em função destes sintomas, e o cancelamento de cirurgias, ou outros procedimentos previamente agendados, por causa da pandemia, em uma amostra representativa de brasileiros adultos com 50 anos ou mais, participantes do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), que responderam à entrevista telefônica sobre a COVID-19 entre o final de maio e o início de junho de 2020. Entre os participantes, 10,4% informaram ter tido febre, tosse seca ou dificuldades para respirar nos 30 dias anteriores à entrevista telefônica, com maior prevalência na Região Norte (50%). Entre aqueles com qualquer um desses sintomas, somente 33,6% haviam procurado por assistência em saúde; esta proporção foi ainda menor nas regiões Sul e Sudeste. Cerca de 1 entre 6 participantes havia cancelado cirurgias ou outros procedimentos anteriormente agendados; esta proporção foi maior entre as mulheres, entre aqueles com escolaridade mais alta e entre aqueles com múltiplas doenças crônicas. Este trabalho está entre os primeiros a examinar as consequências da epidemia da COVID-19 no uso de serviços de saúde entre brasileiros mais velhos. Os resultados apontam para a necessidade de adaptação da oferta da atenção à saúde para garantir a continuidade dos cuidados necessários durante a epidemia (como telemedicina, por exemplo), bem como a necessidade urgente de ampla divulgação para orientar a população sobre a prevenção da doença e como obter atenção em saúde em caso de necessidade.

- ACESSO AOS CUIDADOS DE SAÚDE; PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

011

REICHENBERGER, Veronika et al. O desafio da inclusão de pessoas com deficiência na estratégia de enfrentamento à pandemia de COVID-19 no Brasil. Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, [online], v. 29, n. 5, e2020770, 2020. Disponível em Scielo

- AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE; ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

012

MACIEL, Fernanda Beatriz Melo et al. Agente comunitário de saúde: reflexões sobre o processo de trabalho em saúde em tempos de pandemia de Covid-19. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 25, supl. 2, p. 4185-4195, out. 2020. Disponível em Scielo

O objetivo deste estudo é discutir a reorganização do processo de trabalho do Agente Comunitário de Saúde (ACS) em decorrência da pandemia da Covid-19, considerando sua importância enquanto um elo de articulação entre a comunidade e os serviços de saúde. Foi realizada uma revisão de literatura nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde, Scientific Electronic Library Online e Portal Brasileiro de Publicações Científicas em acesso aberto e revisão documental de notas técnicas e normativas das secretarias estaduais de saúde do Brasil. A análise baseou-se nas premissas da Atenção Primária à Saúde e nos eixos do trabalho do ACS, especialmente a competência cultural e a orientação comunitária, buscando discutir as mudanças introduzidas neste trabalho no que diz respeito aos seguintes aspectos: apoio às equipes de saúde, utilização da telessaúde e educação em saúde. Concluiu-se que a pandemia de Covid-19 demandou reorganização do processo de trabalho e dos fluxos assistenciais, e para que o ACS continue desenvolvendo suas atividades deve-se garantir condições dignas de trabalho, capacitação e educação permanente, evidenciando-se inclusive, a preocupação quanto à possível descontinuidade de outros cuidados necessários para garantir a atenção à saúde da população no território.

- COMPORTAMENTO RELACIONADO COM A SAÚDE; INQUÉRITOS EPIDEMIOLÓGICOS; ENTREVISTAS POR TELEFONE

013

PEIXOTO, Sérgio Viana et al. Comportamentos em saúde e adoção de medidas de proteção individual durante a pandemia do novo coronavírus: iniciativa ELSI-COVID-19. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 36, supl. 3, e00195420, 2020. Disponível em Scielo

O objetivo deste estudo foi avaliar se os comportamentos saudáveis determinam a adoção de medidas protetivas individuais para o combate à COVID-19. Os dados foram obtidos da iniciativa ELSI-COVID-19, inquérito telefônico conduzido entre os participantes do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), que inclui amostra nacional representativa da população com 50 anos ou mais. Os desfechos avaliados foram três medidas protetivas (não ter saído de casa na última semana, usar máscara quando saiu de casa e higienizar as mãos quando retornou para casa) e as variáveis explicativas foram os comportamentos em saúde (tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, consumo de frutas e hortaliças e prática de atividade física). As associações foram avaliadas por modelos logísticos, considerando-se o ajuste por potenciais fatores de confusão. Participaram da análise 5.827 indivíduos; 32,2% não saíram de casa na última semana; e entre os que saíram de casa, 97,5% usaram máscara facial e 97,3% higienizaram as mãos quando retornaram ao domicílio. A prática de atividade física nos níveis recomendados foi associada com menor chance de não sair de casa na semana anterior. Os ex-fumantes apresentaram maior chance de usar máscara e aqueles que praticavam atividade física tinham menor chance de adotar esta medida protetiva. Indivíduos com consumo de baixo risco de bebidas alcoólicas apresentaram maior chance de higienizar as mãos. Ações que visem ao aumento da adoção das medidas protetivas para o combate ao novo coronavírus devem considerar a existência de grupos vulneráveis, que podem ser identificados pela distribuição de outros comportamentos em saúde na população.

- COMPORTAMENTO RELACIONADO COM A SAÚDE; PANDEMIA; QUARENTENA

014

SZWARCWALD, Célia Landmann et al. Adesão às medidas de restrição de contato físico e disseminação da COVID-19 no Brasil. Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, [online], v. 29, n. 5, e2020432, 2020. Disponível em Scielo

Objetivo: Analisar a adesão da população às medidas de restrição de contato físico e disseminação da COVID-19 no Brasil. Métodos: Inquérito de saúde, realizado pela internet, com amostragem em cadeia, no período de 24 de abril a 24 de maio de 2020. A intensidade da adesão à restrição de contato físico foi analisada segundo características sociodemográficas, utilizando-se modelos de regressão logística para investigar associações com ‘Nenhuma/pouca adesão’. Resultados: Dos 45.161 participantes, 74,2% (73,8-74,6%) relataram intensa adesão às medidas. O grupo que não aderiu às medidas foi composto homens (31,7%), com idade de 30 a 49 anos (36,4%), baixa escolaridade (33,0%), trabalhando durante a pandemia (81,3%), residentes nas regiões Norte (28,1%) e Centro-Oeste (28,5%) do país. Houve importante redução das taxas de crescimento diário, de 45,4 para 5,0%. Conclusão: Grande parte da população brasileira aderiu às medidas de restrição de contato físico, o que, possivelmente, contribuiu para reduzir a disseminação da COVID-19.

- DESINFORMAÇÃO; NOTÍCIAS FALSAS; REDES SOCIAIS

015

GALHARDI, Cláudia Pereira; FREIRE, Neyson Pinheiro; MINAYO, Maria Cecília de Souza; FAGUNDES, Maria Clara Marques. Fato ou Fake? Uma análise da desinformação frente à pandemia da Covid-19 no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 25, supl. 2, p. 4201-4210, out. 2020. Disponível em Scielo

Este artigo tem como objetivo apresentar uma reflexão sobre as notícias falsas a respeito do novo coronavírus (Sars-CoV-2) mais disseminadas nas redes sociais e mostrar como podem causar prejuízos à saúde pública. Trata-se de um estudo empírico quantitativo, realizado a partir das notificações recebidas pelo aplicativo brasileiro Eu Fiscalizo. Os resultados da pesquisa mostram que o WhatsApp é o principal canal de compartilhamento de fake news, seguido do Instagram e do Facebook. Conclui-se que a disseminação de conteúdos falsos relacionados a Covid-19 contribui para o descrédito da ciência e das instituições globais de saúde. E que a solução para esse problema passa por aumentar o nível de informações adequadas para a sociedade brasileira.

- GRAVIDEZ; TRANSMISSÃO VERTICAL DE DOENÇA INFECCIOSA

016

OLIVEIRA, Lisiane Vital de; SILVA, Camila Radelley Azevedo Costa da; LOPES, Lorenna Peixoto; AGRA, Isabela Karine Rodrigues. Current evidence of SARS-CoV-2 vertical transmission: an integrative review. Revista da Associação Médica Brasileira, São Paulo, v. 66, supl. 2, p. 130-135, 2020. Disponível em Scielo

OBJETIVO: Revisar as evidências científicas atuais sobre a transmissão vertical relacionada à infecção pelo novo coronavírus 2019 (COVID-19). MÉTODOS: Uma revisão integrativa foi realizada por dois pesquisadores independentes, com base na literatura disponível nas bases de dados Medline (via PubMed) e Lilacs, utilizando os descritores “gravidez” e “COVID-19” e “transmissão vertical”. Esta pesquisa incluiu relatos de caso ou séries de casos publicados até 17 de junho de 2020, em inglês ou português. Após a leitura integral dos artigos, foram selecionados aqueles relacionados especificamente aos riscos potenciais da transmissão vertical do COVID-19 durante a gravidez. Encontramos inicialmente um total de 57 artigos; 26 foram cuidadosamente analisados e 15 artigos foram finalmente selecionados. RESULTADOS: A gravidez pode tornar as mulheres mais suscetíveis a infecções, principalmente patógenos virais, dadas as várias alterações fisiológicas e imunológicas que ocorrem para manter o equilíbrio materno-fetal. Especula-se que o feto possa ser um possível alvo para a COVID-19. Poucos estudos (3 em 15) em nossa análise encontraram resultados positivos para Sars-CoV-2 em membranas fetais, placenta e em recém-nascidos logo após o nascimento. Além disso, nenhuma diferença foi observada ao comparar diferentes tipos de parto e parece razoável supor que mulheres grávidas com condições clínicas estáveis podem ser incentivadas para o parto vaginal. CONCLUSÃO: Mais estudos com maior número de casos são necessários para elucidar se o vírus pode ser transmitido verticalmente ao feto e se alguma condição materna pode influenciar isso. Nossas descobertas parecem demonstrar que a transmissão vertical é possível, mas bastante incomum.

- PREVENÇÃO E CONTROLE; GOVERNO ESTADUAL; BRASIL; REGIÃO NORDESTE

017

KERR, Ligia et al. COVID-19 no Nordeste brasileiro: sucessos e limitações nas respostas dos governos dos estados. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 25, supl. 2, p. 4099-4120, out. 2020. Disponível em Scielo

No Brasil, a pandemia da COVID-19 tem sido severa nos estados das regiões mais pobres, como o Nordeste. A falta de políticas nacionais para controle da pandemia levou as autoridades estaduais e municipais a implementarem medidas de saúde pública. O objetivo deste estudo é mostrar o efeito dessas medidas na epidemia. A maior incidência da COVID-19 entre os nove estados do Nordeste foi registrada em Sergipe, Paraíba e Ceará. O Piauí, a Paraíba e Ceará foram os que mais testaram. Muitos estados apresentavam alta proporção de pessoas em trabalho informal. Estados com aeroportos internacionais tiveram importante papel na entrada e disseminação inicial do vírus, em especial o Ceará. Todos os estados aplicaram medidas de distanciamento social, proibição de eventos públicos e fechamento de unidades de ensino. As respostas foram o aumento significativo de distanciamento social, em especial Ceará e Pernambuco, a queda do número de reprodução (Rt) e a separação da curva dos casos observados da curva dos casos esperados sem as intervenções não medicamentosas em todos os estados. A pobreza, a desigualdade e as altas taxas de trabalho informal fornecem pistas do porquê da intensidade da COVID-19 na região. Por outro lado, as medidas de mitigação tomadas precocemente pelos governantes amenizaram os efeitos da pandemia.

- SAÚDE DO TRABALHADOR; EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL; SAÚDE PÚBLICA; TERAPIA OCUPACIONAL

018

BARROSO, Bárbara Iansã de Lima et al. A saúde do trabalhador em tempos de COVID-19: reflexões sobre saúde, segurança e terapia ocupacional. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, São Carlos, v. 28, n. 3, p. 1093-1102, jul./set. 2020. Disponível em Scielo

Este ensaio teórico tem o objetivo de apontar importantes contribuições, no âmbito da Saúde e da Segurança do Trabalhador, no que se refere ao enfrentamento da COVID-19, baseando-se em leis, políticas, normas e recomendações internacionais sobre o assunto. Pretende-se, ainda, identificar possíveis atuações em Terapia Ocupacional, saúde e trabalho, levando em consideração o combate à pandemia no Brasil. A literatura aponta que profissionais da saúde têm três vezes mais chances de contrair o vírus do que a população em geral. Por essa razão, no Brasil, o Governo federal precisa se articular com os estaduais e os municipais para elaborar, adaptar, implementar e fiscalizar leis, políticas e normas sobre saúde e segurança do trabalhador, de forma a garantir condições de trabalho adequadas e diminuir os riscos à saúde dos trabalhadores durante a pandemia. Sobre a Terapia Ocupacional, foram pontuados direcionamentos iniciais acerca da atuação no âmbito da saúde do trabalhador, considerando o que preconizam o Sistema Único de Saúde, a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora e o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Convém enfatizar que ações não devem ser direcionadas somente aos trabalhadores dos serviços de saúde, mas também aos de outros serviços assistenciais essenciais e considerar estratégias para alcançar os que trabalham de forma desregulamentada.

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