Os seres humanos gastam um terço de suas vidas dormindo. Na história da medicina, muitos médicos notáveis realizaram brilhantes observações em relação à importância dos fenômenos do sono na medicina clínica. Esse fato fez acumular informações ao longo dos séculos sobre o papel do sono nos mecanismos provocadores de determinadas doenças e seu tratamento.
Insônia:
dificuldade para pegar no sono ou para voltar a dormir se acordar no meio da madrugada;
Ronco e Apnéia:
A segunda maior queixa, a mais enfatizada pelas pesquisas, refere-se aos distúrbios respiratórios do sono, especialmente o ronco e, pesquisando-se mais a fundo, à apnéia que dele decorre.
Apnéia é uma parada momentânea da respiração. A pessoa, de repente, para de respirar e acorda num sobressalto. Nem todas as pessoas que roncam têm apnéia. Existe uma síndrome intermediária que distingue a pessoa que ronca muito daquelas que, além de roncarem muito, fazem pausas respiratórias (apnéias). No entanto, segundo indicam estatísticas americanas, a apnéia ocorre mais freqüentemente nas pessoas obesas que roncam.
Principais causas da apnéia:
Às vezes, características anatômicas
da mandíbula e do queixo podem determinar
a apnéia. O músculo que se localiza
na parte posterior do queixo é preso na
língua. Queixos recuados puxam a base da
língua para trás. Isso dificulta
a passagem do ar e pode causar apnéia.
Se essa desarmonia crânio-facial se junta
à obesidade, o risco aumenta bastante;
há mais fatores que podem determinar a
ocorrência de apnéia, entre eles, o hipotireoidismo, certos hormônios e o refluxo gastroesofágico. A faringe diminui de calibre quando a pessoa é obrigada a respirar pela boca porque o nariz entope muito à noite, ou relaxa sob a ação de bebida alcoólica ingerida depois do entrdecer.
Mandamentos do bom sono:
1) Procurar dormir, de 7 a
8 horas por noite;
2) Deitar-se apenas quando estiver com sono;
3) Evitar café, chá, colas, guaraná
ou medicamentos que contenham cafeína;
4) Evitar bebidas alcoólicas no mínimo
6 horas antes de dormir;
5) Não fumar pelo menos nas 6 horas que
antecedem o horário de dormir;
6) Não comer nem fumar nem beber álcool
no meio da noite;
7) Evitar refeições pesadas antes
de dormir;
8) Evitar sonecas durante o dia;
9) Fazer exercícios físicos no máximo
de 4 a 6 horas antes de dormir e de preferência
ao ar livre;
10) Procurar maior exposição à
luz solar logo pela manhã e no final da
tarde;
11) Reservar 20 ou 30 minutos, 4 horas antes de
dormir para “resolver” os problemas
que possam ser resolvidos;
12) Escrever num pedaço de papel, 4 horas
antes de dormir, as preocupações
e tensões que estejam perturbando seu sono;
13) Tomar, 2 horas antes de dormir, um banho quente
durante 15 ou 20 minutos;
14) Ingerir um copo de leite e/ou derivados e
um pouco de carboidratos antes de dormir;
15) Manter os pés aquecidos;
16) Não colocar relógios de qualquer
espécie no quarto de dormir;
17) Reservar o quarto somente para dormir;
18) Levantar-se após 20 ou 30 minutos deitado
sem ter conseguido dormir;
19) Procurar distrair-se fora do quarto,com alguma
atividade relaxante, se não estiver conseguindo
dormir;
20) Manter horários constantes mesmo nos
finais de semana.
- Somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As
- informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.
-
Fonte:
- Instituto Neurológico Estácio de Sá
- Dráuzio Varella
- Cérebro e Mente: Revista Eletrônica
Dica sugerida por Edson Glauco - Sugira um tema: grupofocal@saude.gov.br
- Créditos: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde





