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14/11 – Dia Mundial e Nacional do Diabetes: enfermeiros fazem a diferença

  • Publicado: Sexta, 13 de Novembro de 2020, 17h09
  • Última atualização em Sexta, 20 de Novembro de 2020, 12h25

Em 2020, a campanha do Dia Mundial do Diabetes se concentra na conscientização e valorização do papel do enfermeiro na prevenção e controle do diabetes.

Os enfermeiros representam atualmente mais da metade da força de trabalho global em saúde. Seu trabalho apoia as pessoas que vivem com uma ampla gama de problemas de saúde e aqueles que vivem com diabetes ou correm o risco de desenvolver a doença também precisam de seu apoio.

Com o número de pessoas com diabetes aumentando em todo o mundo, o papel dos enfermeiros e de outros profissionais de saúde torna-se cada vez mais importante no gerenciamento do impacto da doença e a educação é vital para que as equipes de enfermagem desenvolvam suas habilidades para apoiar esses pacientes.

Os enfermeiros desempenham papel fundamental diagnosticando precocemente o diabetes para garantir o tratamento imediato; fornecendo apoio psicológico e treinamento para que as pessoas com diabetes possam lidar com a doença, prevenir complicações e combater os fatores de risco para prevenir o diabetes tipo 2.

Alguns indicadores:

- 463 milhões de adultos (1 em 11) viviam com diabetes em 2019. Estima-se que esse número aumente para 578 milhões até 2030;
- 1 em cada 2 adultos com diabetes permanece sem diagnóstico (232 milhões de pessoas);
- mais de 3 em cada 4 pessoas com diabetes vivem em países de baixa e média renda;
- a maioria tem diabetes tipo 2;
- diabetes causou 4,2 milhões de mortes em 2019;
- pelo menos 760 bilhões de dólares foram gastos com diabetes em 2019 - 10% do total global gasto com saúde;
- no Brasil existem, atualmente, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes e esse número tende a aumentar.


Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose que obtemos por meio dos alimentos como fonte de energia.

Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto (hiperglicemia) e, ao permanecer elevado por longos períodos, poderá resultar em danos aos órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

Tipos de diabetes:

- diabetes tipo 1: é resultante da destruição autoimune das células produtoras de insulina. O diagnóstico desse tipo de diabetes acontece, em geral, durante a infância e a adolescência, mas pode também ocorrer em outras faixas etárias.

- diabetes tipo 2: o pâncreas produz insulina, mas há incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Esse tipo de diabetes é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, acima do peso, sedentárias, sem hábitos saudáveis de alimentação, mas também pode ocorrer em jovens.

- diabetes gestacional: é a diminuição da tolerância à glicose, diagnosticada pela primeira vez na gestação, podendo ou não persistir após o parto. Sua causa exata ainda não é conhecida;

- Outros tipos são decorrentes de defeitos genéticos associados com outras doenças ou com o uso de alguns medicamentos. Podem ser: defeitos genéticos da função da célula beta; defeitos genéticos na ação da insulina; doenças do pâncreas exócrino (pancreatite, neoplasia, hemocromatose, fibrose cística, etc.); induzidos por drogas ou produtos químicos (diuréticos, corticóides, betabloqueadores, contraceptivos, etc.).

Principais sintomas do tipo 1: vontade de urinar diversas vezes; fome frequente; sede constante; perda de peso; fraqueza; fadiga; nervosismo; mudanças de humor; náusea; vômito.

Principais sintomas do tipo 2: infecções frequentes; alteração visual (visão embaçada); dificuldade na cicatrização de feridas; formigamento nos pés; furúnculos.

Complicações:

O prolongamento das altas taxas de açúcar no sangue pode causar sérios danos à saúde, dentre eles:

- retinopatia diabética: lesões que aparecem na retina do olho, podendo causar pequenos sangramentos e, como consequência, a perda da acuidade visual;
- nefropatia diabética: alterações nos vasos sanguíneos dos rins fazem com que haja a perda de proteína na urina; o órgão pode reduzir sua função lentamente, porém de forma progressiva, até sua paralisação total;
- neuropatia diabética: os nervos ficam incapazes de emitir e receber as mensagens do cérebro, provocando sintomas como: formigamento, dormência ou queimação das pernas, pés e mãos; dores locais e desequilíbrio; enfraquecimento muscular; traumatismo dos pelos; pressão baixa; distúrbios digestivos; excesso de transpiração e impotência;
- pé diabético: ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve uma úlcera (ferida). Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que podem levar à amputação do membro afetado;
- infarto do miocárdio e acidente vascular: ocorrem quando os grandes vasos sanguíneos são afetados, levando à obstrução (arteriosclerose) de órgãos vitais como o coração e o cérebro. O bom controle da glicose, somado à atividade física e medicamentos que possam combater a pressão alta e o aumento do colesterol e a suspensão do tabagismo, são medidas imprescindíveis de segurança. A incidência deste problema é de 2 a 4 vezes maior nas pessoas com diabetes;
- infecções: o excesso de glicose pode causar danos ao sistema imunológico, aumentando o risco da pessoa com diabetes contrair algum tipo de infecção. Isso ocorre porque os glóbulos brancos (responsáveis pelo combate aos vírus, bactérias, etc.) ficam menos eficazes com a hiperglicemia. O alto índice de açúcar no sangue é propício para que fungos e bactérias se proliferem em áreas como boca e gengiva, pulmões, pele, pés, genitais e local de incisão cirúrgica.

Fatores de risco para diabetes tipo 1:

- influência genética: ter um parente próximo com a doença aumenta consideravelmente as chances de você ter também.

Fatores de risco para diabetes tipo 2:

- ter diagnóstico de pré-diabetes – diminuição da tolerância à glicose ou glicose de jejum alterada;
- ter pressão alta;
- ter colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue;
- estar acima do peso, principalmente se a gordura estiver concentrada em volta da cintura;
- ter pai ou irmão com diabetes;
- ter alguma outra condição de saúde que possa estar associada ao diabetes, como a doença renal crônica;
- ter tido bebê com peso superior a quatro quilos ou diabetes gestacional;
- ter síndrome de ovários policísticos;
- ter diagnóstico de alguns distúrbios psiquiátricos, como esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar;
- ter apneia do sono;
- ter recebido prescrição de medicamentos da classe dos glicocorticoides.

Prevenção e controle:

Pessoas com história familiar de diabetes devem ser orientadas a:

- manter o peso normal; não fumar; controlar a pressão arterial; evitar medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas; praticar atividade física regular.

Pessoas com diabetes devem ser orientadas a:

- examinar cuidadosamente os pés, todos os dias, para evitar o aparecimento de lesões; manter uma alimentação saudável; utilizar os medicamentos prescritos; praticar atividades físicas; manter um bom controle da glicemia, seguindo corretamente as orientações médicas.

Fontes:

Blog da Saúde
International Diabetes Federation
Ministério da Saúde (Fôlder)
Sociedade Brasileira de Diabetes
World Diabetes Day

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