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MOONEY, Gavin; HOUSTON, Shane. Eqüidade
na assistência à saúde e
confiança institucional: uma perspectiva
comunitária. Cadernos de
Saúde
Pública, Rio de Janeiro, v. 24,
n. 5, p. 1162-1167, maio 2008. Disponível
em: Scielo.
O comunitarismo reconhece e valoriza (e não
apenas no sentido instrumental) os elos que
unem as comunidades e com os quais se identificam.
Além disso, os comunitaristas também
valorizam a comunidade em si. O artigo propõe
que a confiança tende a ser maior naquelas
comunidades onde os elos são mais sólidos.
A eqüidade na assistência à saúde é um
fenômeno social. Nos cuidados de saúde,
fica evidente que sociedades mais comunitárias,
tais como na Escandinávia ou entre os
povos aborígines da Austrália,
tendem a valorizar sistemas mais orientados
para a eqüidade. No caso dos aborígines,
o desejo de eqüidade aparece contra o pano
de fundo de uma sociedade dominante poderosa
(branca) que trata a minoria (negra) como dependente,
levando à erosão da confiança
dos aborígines na sociedade e nas instituições
públicas australianas. Nesse contexto
predominam a desconfiança e a falta de
eqüidade. O artigo discute a confiança
institucional como facilitador da eqüidade
na assistência à saúde no
contexto específico da saúde indígena.
O exemplo utilizado é a saúde
dos aborígines australianos, mas os princípios
se aplicam a outras populações
indígenas, como as da América
do Sul.