ALCOOLISMO
TERAPIA
REDES COMUNITÁRIAS
092
GIFFONI, Francinete Alves de Oliveira; SANTOS, Manoel Antônio dos. Terapia comunitária como recurso de abordagem do problema do abuso do álcool, na atenção primária. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 19, n. spe, p. 821-830, maio/jun. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v19nspe/21.pdf
Este estudo teve por objetivo identificar potencialidades da terapia comunitária (TC) como recurso de abordagem do problema do abuso do álcool na atenção primária, sob a perspectiva de um usuário. A pesquisa foi realizada na sede do Projeto Quatro Varas, Fortaleza, CE. Empregou-se a abordagem qualitativa de cunho etnográfico, utilizando entrevista semiestruturada e observação participante. Dos 20 participantes da terapia entrevistados, um foi escolhido para entrevista de aprofundamento. Construíram-se dois núcleos temáticos: os efeitos da terapia na abordagem do alcoolismo e terapia como recurso de apoio social, na abordagem dos problemas relacionados ao uso de álcool. Resultados indicam que o diálogo estabelecido na terapia promove ressignificação da problemática e redirecionamento de itinerários terapêuticos, no sentido da gestão da própria vida e busca da cidadania. Conclui-se que a TC favorece a formação de teia de relações sistêmicas, que amplia a compreensão dos problemas decorrentes do uso de álcool, constituindo-se em efetiva estratégia para sua abordagem no campo da saúde comunitária.
ALIMENTAÇÃO
GUIAS ALIMENTARES
CRIANÇAS
ADOLESCENTES
093
HORTA, Paula Martins; PASCOAL, Mariana Nunes; SANTOS, Luana Caroline dos. Atualizações em guias alimentares para crianças e adolescentes: uma revisão. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, Recife, v. 11, n. 2, p. 115-124, 2011. Disponível em:
OBJETIVO: apresentar uma revisão dos guias alimentares desenvolvidos para crianças e adolescentes. MÉTODOS: revisão sistemática conduzida nas bases de dados Medline e Lilacs e em sites institucionais. Incluíram-se documentos publicados entre 2000-2010. RESULTADOS: foram identificados 17 guias alimentares publicados no mundo, sendo dez na América Latina, três na América do Norte, dois na Europa e dois na Ásia e Oceania. Os guias se diferenciaram quanto à sua estrutura, podendo ser organizados em diretrizes nutricionais, representações gráficas ou em ambas. O conteúdo das diretrizes nutricionais, bem como o número de grupos alimentares e a representação gráfica utilizada nos manuais também são variáveis conforme cultura alimentar da população. Dezesseis guias enfocaram orientações sobre alimentos em detrimento dos nutrientes, sendo que o guia japonês está organizado em recomendações de consumo de preparações de alimentos, se configurando em um instrumento de mais fácil compreensão. Todos os guias alimentares identificados para crianças menores de dois anos (n=5) foram elaborados na América Latina, além de terem sido detectados três manuais, cujas diretrizes se direcionam aos profissionais de saúde, denotando necessidade de capacitação e atualização dos mesmos. CONCLUSÕES: o estudo apontou para a relevância do emprego dos guias alimentares na abordagem à criança e adolescente, fornecendo bases teóricas para profissionais e órgãos de saúde.
ANEMIA
ALIMENTOS FORTIFICADOS
094
MARTINS, José Murilo. Considerations on the food fortification policy in Brazil.Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, Rio de Janeiro, v. 33, n. 2, p. 158-163, abr./jun. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbhh/v33n2/v33n2a17.pdf
Government health authorities approved, in December 2002, the ANVISA (National Sanitary Vigilance Agency) resolution number 344, making the addition of iron and folic acid to all wheat and maize flours industrialized in Brazil obligatory. After a brief review of iron deficiency, iron overload and folic acid deficiency several questions and remarks need to be made about this universal food fortification program. Iron salts and folic acid are drugs widely used in medicine and they may present undesirable side effects. There are potential risks with offering iron to the normal population for a long period of time and to patients with iron overload. Other important remarks are: there is no medical follow up of this treatment in the Brazilian population; patients can decide the quantity of foods (and of these nutrients) that they want to ingest; fortified foods may correct iron deficiency anemia but not necessarily the causes, which include gastrointestinal neoplasms; and folic acid in the diet may interfere with several treatment protocols that use folic acid antagonists, such as methotrexate. Finally, with the exception of some social programs, the costs of treatment using fortified foods are passed on to the population. Considering that Brazil has 330,000 active medical doctors it is suggested that our Health Ministry should invite them to take care of these important medical conditions.
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
CONSÓRCIO DE SAÚDE
PREÇO DE MEDICAMENTO
095
AMARAL, Silvâni Maria Sehnem do; BLATT, Carine Raquel. Consórcio intermunicipal para a aquisição de medicamentos: impacto no desabastecimento e no custo. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 45, n. 4, p. 799-801, ago. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rsp/v45n4/2196.pdf
O estudo analisa o impacto de consórcio para a aquisição de medicamentos no desabastecimento e no custo dos medicamentos do Componente da Assistência Farmacêutica Básica do município de Indaial, SC. Observou-se uma redução aproximada de 12,0% de 2008 para 2007, e de 48,0% de 2009 para 2007 no número de itens que apresentaram falta em pelo menos um dia; a redução foi de 33% no custo total de aquisição quando comparada a aquisição pelo consórcio (2009) com a aquisição municipal (2007), e de 18% quando comparada aos valores médios do Banco de Preço em Saúde do Ministério da Saúde/2009. A aquisição de medicamentos pelo consórcio diminuiu o desabastecimento e apresentou economia, possibilitando aquisição de maior quantidade de produtos com a mesma disponibilidade de recursos.
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
DECISÕES JUDICIAIS
POLÍTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS
096
MACEDO, Eloisa Israel de; LOPES, Luciane Cruz; BARBERATO-FILHO, Silvio. Análise técnica para a tomada de decisão do fornecimento de medicamentos pela via judicial. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 45, n. 4, p. 706-713, ago. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rsp/v45n4/2603.pdf
OBJETIVO: Analisar a solicitação judicial de medicamentos previstos nos componentes da assistência farmacêutica no Sistema Único de Saúde. MÉTODOS: Foram analisados 81 processos judiciais para fornecimento de medicamentos no Estado de São Paulo, entre 2005 e 2009. As informações dos processos foram obtidas do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Portarias que regulamentam a assistência farmacêutica foram consultadas para identificar a solicitação judicial de medicamentos incorporados pelo Sistema Único de Saúde. Para análise do nível de evidência dos medicamentos nas indicações clínicas referidas, foi consultada a base de dados Thomson Micromedex®. RESULTADOS: O número de medicamentos solicitados em cada processo variou entre um e sete itens, nos quais foram identificados 77 fármacos diferentes. Dos medicamentos solicitados, 14,3% deveriam estar disponíveis na atenção básica do Sistema Único de Saúde, 19,5% no componente de medicamentos de dispensação excepcional e 66,2% não pertenciam a nenhuma lista oficial. Medicamentos do componente de dispensação excepcional apresentaram melhor evidência clínica quando indicados no tratamento de doenças cobertas pelos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde. CONCLUSÕES: A via judicial tem sido utilizada para garantir o acesso a medicamentos cujo fornecimento está previsto no Sistema Único de Saúde e para solicitar aqueles não incorporados por ele. A avaliação do nível de evidência reforça a necessidade de análise técnica para a tomada de decisão do fornecimento de medicamentos pela via judicial.
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
DECISÕES JUDICIAIS
PRESCRIÇÕES DE MEDICAMENTOS
097
SANT'ANA, João Mauricio Brambati et al. Racionalidade terapêutica: elementos médico-sanitários nas demandas judiciais de medicamentos. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 45, n. 4, p. 714-721, ago. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rsp/v45n4/2517.pdf
OBJETIVO: Caracterizar os principais elementos processuais, médico-científicos e sanitários que respaldam as decisões das demandas judiciais individuais por medicamentos consideradas essenciais. MÉTODOS: Estudo descritivo retrospectivo com base em 27 ações julgadas em 2ª instância no Estado do Rio de Janeiro em 2006. Os processos originais foram solicitados ao Arquivo Central do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, fotografados e analisados na íntegra. RESULTADOS: Todas as ações incluíram prescrição e atestado médicos. As prescrições estavam em desacordo com a legislação. Não houve perícia médica em nenhuma das ações e em 7,4% constavam exames complementares. Apesar da escassa informação médica contida nos autos, todos os pedidos foram deferidos. CONCLUSÕES: O acolhimento de demandas judiciais carentes de subsídios clínicos e diagnósticos traz embaraços de ordem gerencial e sanitária ao sistema de saúde, pois comprometem a assistência farmacêutica regular e fomentam o uso irracional de medicamentos.
CÂNCER DE PRÓSTATA
PREVENÇÃO
ENFERMAGEM
098
MEDEIROS, Adriane Pinto de; MENEZES, Maria de Fátima Batalha de; NAPOLEÃO, Anamaria Alves. Fatores de risco e medidas de prevenção do câncer de próstata: subsídios para a enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 64, n. 2, p. 385-388, mar./abr. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v64n2/a27v64n2.pdf
Apresenta-se um artigo de reflexão sobre fatores de risco e medidas de prevenção do câncer de próstata, visando contribuir para a abordagem de homens, especialmente durante a consulta de enfermagem. Idade avançada, origem étnica e hereditariedade são fatores de risco potenciais. Dieta pobre em gorduras, rica em frutas, verduras, legumes, grãos e outros é citada como minimizadora. A finasterida, droga inibidora da 5 alpha-redutase tem sido estudada como redutor de risco. O rastreamento da doença pela dosagem do Antígeno Prostático Específico (PSA) e toque retal é também medida recomendada. Entretanto, maiores evidências científicas ainda estão sendo buscadas sobre esses fatores. A abordagem dos homens na consulta de enfermagem pode contribuir para a identificação de fatores de risco, sinais e sintomas de possíveis alterações.
COMPORTAMENTO ALIMENTAR
HÁBITOS ALIMENTARES
TRANSTORNOS DA ALIMENTAÇÃO
099
MARTINS, Márcia Cristina Teixeira et al. Ortorexia nervosa: reflexões sobre um novo conceito. Revista de Nutrição, Campinas, v. 24, n. 2, p. 345-357, mar./abr. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rn/v24n2/a15v24n2.pdf
Ortorexia nervosa é o termo descrito para o comportamento obsessivo patológico caracterizado pela fixação por saúde alimentar. O quadro ainda não foi oficialmente reconhecido como um transtorno alimentar, mas discute-se o conceito, suas características, interações e sintomas. No presente trabalho foi realizada uma revisão dos vinte e um artigos publicados desde 1997, quando o comportamento da ortorexia nervosa foi inicialmente descrito. Foram apontadas semelhanças e diferenças entre o comportamento alimentar observado na ortorexia nervosa e nos transtornos alimentares mais frequentes (anorexia e bulimia nervosa). Um instrumento foi desenvolvido e validado para detecção do quadro ortoréxico. Os estudos apontam alguns grupos vulneráveis à ortorexia nervosa: estudantes de medicina, médicos, nutricionistas, pessoas com sintomas de ansiedade, obsessivo-compulsivos e aqueles que supervalorizam o corpo perfeito. A ortorexia nervosa é situada a partir de uma análise dos conceitos de atitude alimentar e alimentação saudável, procurando um foco biopsicossocial para a alimentação adequada e não apenas um foco fisiológico. Não existem estudos investigativos sobre a ortorexia nervosa no Brasil, mas o tema deve ser discutido para alertar os profissionais da área da saúde sobre a existência desse comportamento inadequado e suas possíveis consequências não só para a saúde física e emocional, mas também para a visão de alimentação saudável.
DOADORES DE SANGUE
BANCOS DE SANGUE
100
RODRIGUES, Rosane Suely May; REIBNITZ, Kenya Schmidt. Estratégias de captação de doadores de sangue: uma revisão integrativa da literatura. Texto & Contexto - Enfermagem, Florianópolis, v. 20, n. 2, p. 384-391, abr./jun. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tce/v20n2/a22v20n2.pdf
Este estudo trata de uma revisão integrativa da literatura, com o objetivo de conhecer as estratégias de captação de doadores de sangue utilizadas pelos hemocentros. O levantamento bibliográfico abrangeu as publicações nacionais e internacionais de 2000 a 2009, sendo identificados 39 textos que compuseram a amostra do estudo. Os resultados identificaram a escassez de publicação sobre o tema, sendo que os Estados Unidos da América, Brasil, Canadá e Reino Unido foram os países que mais publicaram. As estratégias encontradas para captação de doadores foram agrupadas como: acolhimento; e campanhas e estratégias educativas. Observamos a necessidade de maior socialização das estratégias de captação de doadores de sangue utilizadas pelos hemocentros, a fim de possibilitar a troca de experiências entre os serviços e, dessa forma, contribuir para o aumento da captação de doadores de sangue, na busca de novos doadores e de sua fidelização.
DROGAS ILÍCITAS
ADOLESCENTES
FAMÍLIA
101
GARCIA, Jairo José; PILLON, Sandra Cristina; SANTOS, Manoel Antônio dos. Relações entre contexto familiar e uso de drogas em adolescentes de ensino médio. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 19, n. spe, p. 753-761, maio/jun. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v19nspe/13.pdf
Este estudo teve por objetivo descrever características do contexto familiar de adolescentes de ensino secundário e suas relações com o uso de substâncias psicoativas. Utilizou-se desenho de estudo descritivo transversal, do tipo survey, com amostra de 657 estudantes de ensino secundário da cidade de Leon, Nicarágua, correspondendo a 31% do universo investigado. As informações foram coletadas por meio de questionário autoadministrado e anônimo. Os resultados mostraram que 56% dos adolescentes conviviam com ambos os pais e 32% somente com a mãe; 86% tinham boas relações com a mãe, porém 24% não mostravam confiança na figura materna. Em relação ao uso de substâncias psicoativas no núcleo familiar, 52% das famílias de origem dos/das adolescentes apresentavam antecedentes, sendo o pai o que normalmente fazia uso (42%). Os resultados trazem contribuições relevantes para a elaboração de políticas públicas na área da saúde e o delineamento de estratégias de prevenção entre adolescentes.
DROGAS ILÍCITAS
PREVENÇÃO
ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
102
SEGOVIA, Nora Susana; GONCALVES, Marlene Fagundes Carvalho. Os espaços escolares para a prevenção da toxicodependência: opinião de diretores de escolas. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 19, n. spe, p. 782-788, maio/jun. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v19nspe/16.pdf
O objetivo deste trabalho foi analisar a concepção dos diretores de escola secundária sobre a disponibilidade de espaços físicos e psicológicos, nas escolas, para ações preventivas no que diz respeito ao uso de drogas. Foi usado questionário semiestruturado, em amostra de 15 diretores de escolas secundárias, do sistema educativo argentino, gestão pública e privada da província de Buenos Aires e Cidade Autônoma de Buenos Aires. A análise, numa abordagem qualitativa, considerou o quadro teórico da saúde internacional, gestão escolar, referenciais de psicologia social e os regulamentos legais, no domínio da educação formal. Os diretores reconhecem que o problema da toxicodependência deve ser trabalhado na escola, com a colaboração de outras instituições e especialistas, propiciando a capacitação de seus funcionários em saúde, psicologia e dinâmicas de grupo, bem como o desenvolvimento das condições de empatia, calor e ampliação da visão nos vínculos com a população escolar.
ENFERMAGEM
ATENÇÃO BÁSICA
ENSINO
103
SILVA, Maria Josefina; SOUSA, Eliane Miranda de; FREITAS, Cibelly Lima. Formação em enfermagem: interface entre as diretrizes curriculares e os conteúdos de atenção básica. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 64, n. 2, p. 315-321, mar./abr. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v64n2/a15v64n2.pdf
Este trabalho objetivou analisar Projetos Políticos Pedagógicos (PPP) dos três Cursos de Enfermagem mais antigos do Ceará, demonstrando como as Diretrizes Curriculares Nacionais de Enfermagem se expressam neles, e as transformações ocorridas na Enfermagem como profissão no Brasil. Trata-se de uma pesquisa documental, na qual se observou a influência das Diretrizes Curriculares Nacionais de Enfermagem na formação de profissionais para atuar na Atenção Básica. Do estudo concluiu-se que os PPP analisados se preocupam com a formação voltada às Diretrizes Curriculares Nacionais de Enfermagem, mas que duas das Universidades em questão possuem um currículo mais voltado aos princípios da Atenção Básica e apenas uma delas traz a proposta da integralidade curricular, aspecto que contribui para discussões na área da educação ao considerar a formação do profissional para o Sistema Único de Saúde.
ENFERMAGEM
RECURSOS HUMANOS DE ENFERMAGEM
ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS NO HOSPITAL
104
COSTA, Janaína Anchieta; FUGULIN, Fernanda Maria Togeiro. Atividades de enfermagem em centro de material e esterilização: contribuição para o dimensionamento de pessoal. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 24, n. 2, p. 249-256, 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ape/v24n2/15.pdf
OBJETIVOS: Identificar e validar as atividades realizadas pela equipe de enfermagem em Centros de Material e Esterilização, como subsídio para definição da carga de trabalho da unidade. MÉTODOS: A identificação das atividades ocorreu, mediante consulta às indicações formuladas pelos órgãos oficiais, bem como levantamento bibliográfico sobre o assunto. Na validação das atividades identificadas, foi utilizado o método da Validade de Conteúdo, aplicando-se a Técnica Delphi. RESULTADOS: Participaram como juízas 11 enfermeiras que atuavam em Centros de Material e Esterilização. Os comentários e sugestões realizados na primeira fase da Técnica Delphi, determinaram alterações no conteúdo do quadro de atividades, que foram submetidas à nova avaliação do grupo, resultando na validação de seis áreas de trabalho, 25 subprocessos, 110 atividades e 25 atividades específicas da enfermeira. CONCLUSÃO: Com esta pesquisa evidenciam-se perspectivas para a realização de novas investigações que contribuam para a determinação de parâmetros que subsidiem o processo de dimensionar pessoal de enfermagem nestas unidades.
GASTOS EM SAÚDE
PLANOS PRIVADOS DE SAÚDE
105
BARROS, Aluísio J. D.; BASTOS, João Luiz; DAMASO, Andréa H.. Gasto catastrófico com saúde no Brasil: planos privados de saúde não parecem ser a solução. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 27, suppl. 2, p. s254-s262, 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csp/v27s2/12.pdf
O objetivo deste trabalho foi estimar o gasto catastrófico em saúde no Brasil e identificar indicadores de vulnerabilidade. Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 foram utilizados para derivar consumo domiciliar total, despesa com saúde e renda domiciliar. Posição socioeconômica foi definida por meio de quintis do Indicador Econômico Nacional, usando pontos de corte de referência para o país. A análise se restringiu a domicílios urbanos. Gasto catastrófico em saúde foi definido como o gasto além de 10% e 20% do consumo domiciliar total e além de 40% da capacidade de pagar. Estimativas do gasto catastrófico em saúde variaram de 2% a 16%, dependendo da definição. Para a maioria delas, ele foi mais alto entre os pobres. A Região Centro-oeste apresentou as maiores proporções de gasto catastrófico em saúde, enquanto que o Sul e o Sudeste apresentaram as mais baixas. Presença de um idoso, plano privado de saúde e posição socioeconômica se associaram com o desfecho, sendo que a cobertura por plano de saúde não protegeu contra o gasto catastrófico em saúde.
INDICADORES
SAÚDE PÚBLICA
106
LOPEZ PARDO, Cándido M.; ALONSO GALBAN, Patricia. Definiciones, características y problemas en el empleo de indicadores en salud. Revista Cubana de Salud Pública, La Habana, v. 37, n. 2, p. 162-167, jun. 2011. Disponível em: http://www.scielosp.org/pdf/rcsp/v37n2/spu11211.pdf
Introducción Sobre el uso, desuso y abuso de los indicadores mucho se ha escrito, pero el asunto continúa siendo controversial. Objetivo Ofrecer información sustancial sobre el empleo de los indicadores en el ámbito de la salud. Métodos Se realizó una revisión de documentos de organismos internacionales, instituciones nacionales, textos, tesis doctorales y artículos de revistas. Más del 50 % de estos documentos están publicados en los últimos diez años. De la revisión realizada se extrajeron dos definiciones de indicadores, las características que deben poseer, algunos problemas inherentes a su uso y al cálculo en poblaciones pequeñas. Resultados Se asumió la definición de indicador como instrumento de medición, en lugar de conceptualizarlo como la meta a alcanzar, forma en que se hace en los procesos de diseño y evaluación de proyectos. Se resumieron los atributos que debe poseer cualquier indicador. Se ofrecen ejemplos de los problemas que se pueden presentar en el empleo del indicador tasa de mortalidad infantil y otros, en su uso para la evaluación, en su interpretación, en su pertinencia respecto a la dimensión poblacional y en la constante utilizada. Conclusiones Los autores se adscriben a la definición de indicador como instrumento de medición. Los atributos que se desea reúna un indicador son varios y han sido propuestos por diversos autores. Algunos son aplicables a cualquier indicador y otros se configuran a situaciones particulares, pero todos deben ser considerados en el diseño y selección de indicadores. Se hace énfasis en los problemas que se pueden presentar en la construcción y empleo de los indicadores.
INFECÇÃO HOSPITALAR
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
107
GUANCHE GARCELL, Humberto. Vigilancia de procesos y resultados en la prevención de las infecciones nosocomiales. Revista Cubana de Salud Pública, La Habana, v. 37, n. 2, p. 159-161, jun. 2011. Disponível em: http://www.scielosp.org/pdf/rcsp/v37n2/spu10211.pdf
Las infecciones nosocomiales constituyen un problema de salud de relevante importancia en la actividad sanitaria por su impacto definido en la morbilidad, mortalidad y además en la eficiencia de tal actividad. Su prevención y control en instituciones de salud hacen necesario la implementación de un programa de prevención y control que cuente con un sólido sistema de vigilancia, el cual debe poseer indicadores para evaluar los procesos básicos, entre ellos, la higiene de las manos, los dispositivos intravasculares, el cateterismo urinario, la ventilación asistida, la cirugía y el uso de antimicrobianos; e indicadores de resultados para evaluar la incidencia de las infecciones según su localización y la intensidad de la exposición a factores de riesgo. El Programa Nacional Cubano de Prevención y Control de Infecciones Nosocomiales, aun cuando recomienda la vigilancia de procesos relacionados con los riesgos fundamentales, no incluye indicadores para su evaluación, por lo que recomendamos su introducción como modo de fortalecer sus acciones y elevar la calidad de la atención a la salud.
OSTEOPOROSE
TRATAMENTO
MEDICAMENTOS
108
KHAJURIA, Deepak Kumar; RAZDAN, Rema; MAHAPATRA, D. Roy. Medicamentos para o tratamento da osteoporose: revisão. Revista Brasileira de Reumatologia, São Paulo, v. 51, n. 4, p. 372-382, jul./ago. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbr/v51n4/v51n4a08.pdf
A osteoporose caracteriza-se por reduzida massa óssea e deterioração microarquitetural do tecido ósseo, o que aumenta a fragilidade óssea e, portanto, a suscetibilidade a fraturas. A osteoporose é um importante problema de saúde pública, que leva a um maior risco de fraturas espontâneas e traumáticas. Na Índia, as fraturas osteoporóticas afetam ambos os sexos e podem ocorrer em idades mais precoces do que nos países do ocidente. Embora sem números precisos, mas com base nos dados disponíveis e na experiência clínica, estima-se que 36 milhões de indianos possam ser afetados pela osteoporose em 2013. Isso estaria associado a um custo enorme e a um consumo considerável de recursos da saúde. Terapias farmacológicas que reduzem de fato o número de fraturas através da melhora da massa óssea acham-se hoje disponíveis no mercado. Atualmente, a maioria dos medicamentos comercializados reduz a perda óssea através da inibição da reabsorção óssea, mas as terapias novas podem aumentar diretamente a massa óssea, como é o caso do paratormônio. As atuais alternativas de tratamento incluem bisfosfonatos, calcitonina, moduladores seletivos do receptor de estrogênio e inibidores da via RANK, sendo que níveis suficientes de cálcio e vitamina D são necessários. Novíssimos agentes tendo os osteoclastos como alvo, tais como a catepsina K e a Src quinase, estão sendo desenvolvidos. As terapias centradas nos osteoblastos incluem os agentes que atuam através da via de sinalização Wnt-β catenina, tais como os inibidores de Dkk-1 e antagonistas de esclerostina. Um maior conhecimento se faz necessário para melhorar as intervenções farmacológicas e as escolhas terapêuticas nesse campo.
PÉ DIABÉTICO
CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS
STAPHYLOCOCCUS AUREUS
109
LIMA, Anacássia Fonseca et al. Intervenções para a cicatrização de feridas de pacientes diabéticos infectados com Staphylococcus aureus: uma revisão sistemática. São Paulo Medical Journal, São Paulo, v. 129, n. 3, p. 165-170, maio 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/spmj/v129n3/07.pdf
CONTEXTO: Staphylococcus aureus é o agente mais frequentemente isolado nas infecções de pé em pacientes diabéticos e pode estar associado a mudança no tempo de cicatrização de feridas. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão sistemática da literatura, incluindo estudos que avaliaram a eficácia de qualquer intervenção clínica, cirúrgica, bem como terapia oral ou tópica para o tratamento de úlceras diabéticas infectadas com o S. aureus. TIPO DE ESTUDO E LOCAL: Revisão sistemática com busca realizada em bancos de dados. MÉTODOS: Realizamos uma revisão sistemática com uma busca abrangente nos bancos de dados Lilacs, SciELO, PubMed/Medline, Old Medline, Embase e no banco de dados da biblioteca Cochrane, publicados entre 1966 e 2010. Os artigos selecionados foram limitados aos estudos com feridas infectadas por S. aureus de pacientes diabéticos, que tiveram cicatrização relatada, quer pela utilização de antibióticos ou por substâncias experimentais. Foram excluídos os estudos com animais e os que não relataram a cicatrização das feridas, bem como artigos de revisão. RESULTADOS: Foram analisados cinco estudos que obedeceram aos critérios de inclusão e exclusão. CONCLUSÕES: Raros estudos relataram cicatrização de feridas infectadas com S. aureus em pacientes diabéticos, embora este seja o patógeno mais comumente encontrado neste tipo de ferida, sendo frequentemente resistente à meticilina MRSA (methicillin-resistant S. aureus). Não há evidências suficientes que suportem a utilização precoce de antibióticos de amplo espectro contra MRSA para promoção da cicatrização de úlceras diabéticas, uma vez que o desenvolvimento de resistência a antibióticos pode decorrer desse tipo de tratamento. Isso evidencia a necessidade de novos estudos sobre o assunto.
POLÍTICAS PÚBLICAS
DETERMINANTES SOCIAIS DA SAÚDE
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PELLEGRINI FILHO, Alberto. Public policy and the social determinants of health: the challenge of the production and use of scientific evidence. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 27, suppl. 2, p. s135-s140, 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csp/v27s2/02.pdf
Este artigo tem um caráter introdutório aos demais publicados neste número temático de Cadernos de Saúde Pública. O autor faz uma revisão histórica dos conceitos, enfoques e metodologias utilizados para o estudo das relações entre os determinantes sociais e a situação de saúde. Ao analisar o atual movimento global em torno dos determinantes sociais da saúde considera que seu traço distintivo é o explícito compromisso com a ação através de políticas públicas intersetoriais baseadas em evidências e implantadas com o apoio e participação de amplos segmentos sociais. Como este número temático dos Cad Saúde Pública se dedica a apresentar os resultados de pesquisas relacionadas aos determinantes sociais e saúde, o autor se concentra na análise das dificuldades para a produção e utilização de evidências científicas que fundamentem a definição, implantação e avaliação de políticas de combate às iniquidades em saúde através da ação sobre os determinantes sociais e saúde. Para concluir, apresenta algumas recomendações para a superação dessas dificuldades.
PRÁTICAS CLÍNICAS BASEADAS EM EVIDÊNCIAS
ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS
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LACERDA, Rúbia Aparecida et al. Práticas baseadas em evidências publicadas no Brasil: identificação e análise de suas vertentes e abordagens metodológicas. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 45, n. 3, p. 777-786, jun. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v45n3/v45n3a33.pdf
Revisão integrativa de estudos brasileiros sobre práticas baseadas em evidências (PBE) em saúde, publicados em periódicos ISI/JCR, nos últimos 10 anos. O objetivo foi identificar as especialidades que mais realizaram estes estudos, seus enfoques e abordagens metodológicas. A partir de critérios de inclusão, foram selecionados 144 trabalhos. Os resultados indicam que a maior quantidade de estudos feitos em PBE foram sobre infância e adolescência, infectologia, psiquiatria/saúde mental e cirurgia. Os enfoques predominantes foram prevenção, tratamento/reabilitação, diagnóstico e avaliação. As metodologias mais empregadas foram revisão sistemática sem ou com metanálise, revisão de protocolos ou síntese de estudos de evidências já disponíveis, e revisão integrativa. Constata-se forte expansão multiprofissional da PBE no Brasil, contribuindo para a busca de práticas mais criteriosas pela reunião, reconhecimento e análise crítica dos conhecimentos produzidos. O estudo contribui também para a própria análise dos modos de fazer pesquisa e novas possibilidades de investigação.
PROGRAMA DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA
NUTRIÇÃO INFANTIL
PROGRAMA BOLSA-FAMÍLIA
112
PAES-SOUSA, Rômulo; SANTOS, Leonor Maria Pacheco; MIAZAKI, Édina Shisue. Effects of a conditional cash transfer programme on child nutrition in Brazil. Bulletin of the World Health Organization, Washington, v. 89, n. 7, p. 496-503, July 2011. Disponível em: http://www.scielosp.org/pdf/bwho/v89n7/a09v89n7.pdf
OBJECTIVE: To examine the association between Brazil's Bolsa Familia programme (BFP), which is the world's largest conditional cash transfer programme, and the anthropometric indicators of nutritional status in children. METHODS: Using the opportunity provided by vaccination campaigns, the Brazilian government promotes Health and Nutrition Days to estimate the prevalence of anthropometric deficits in children. Data collected in 2005-2006 for 22 375 impoverished children under 5 years of age were employed to estimate nutritional outcomes among recipients of Bolsa Família. All variables under study, namely child birth weight, lack of birth certificate, educational level and gender of family head, access to piped water and electricity, height for age, weight for age and weight for height, were converted into binary variables for regression analysis. FINDINGS: Children from families exposed to the BFP were 26% more likely to have normal height for age than those from non-exposed families; this difference also applied to weight for age. No statistically significant deficit in weight for height was found. Stratification by age group revealed 19% and 41% higher odds of having normal height for age at 12-35 and 36-59 months of age, respectively, in children receiving Bolsa Familia, and no difference at 0-11 months of age. CONCLUSION: The BFP can lead to better nutritional outcomes in children 12 to 59 months of age. Longitudinal studies are needed to confirm these findings.
SAÚDE
DESENVOLVIMENTO
AMÉRICA LATINA
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MUÑOZ MUÑOZ, Sonia. Salud y desarrollo en el contexto Latinoamericano. Revista Cubana de Salud Pública, La Habana, v. 37, n. 2, p. 167-174, jun. 2011. Disponível em: http://www.scielosp.org/pdf/rcsp/v37n2/spu12211.pdf
Salud y desarrollo son entendidos como partes de un mismo proceso dinámico, que tiene al ser humano, el bienestar y la equidad como sus ejes centrales. Se revisaron los antecedentes del concepto desarrollo y los aportes hechos desde Latinoamérica; se valoró la superación de su identidad con el crecimiento económico y se reconoció al ser humano como fin y medio de este proceso. A su vez, se examinaron las múltiples dimensiones de la salud y sus determinantes desde una perspectiva sociológica, avizorando la relevancia de su carácter social. Desde el quehacer metodológico se llevó a cabo un análisis de los conceptos cardinales en su devenir histórico utilizando fuentes de datos bibliográficas y estadísticas internacionales de uso frecuente. Se pone énfasis en la evidencia empírica de la indisolubilidad del vínculo entre la salud y el desarrollo en América Latina y en la necesidad del ojo multidisciplinar al analizar estos asuntos.
SAÚDE DA FAMÍLIA
ASSISTÊNCIA INTEGRAL À SAÚDE
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MATTIONI, Fernanda Carlise; BUDO, Maria de Lourdes Denardin; SCHIMITH, Maria Denise. O exercício da integralidade em uma equipe da estratégia saúde da família: saberes e práticas. Texto & Contexto - Enfermagem, Florianópolis, v. 20, n. 2, p. 263-271, abr./jun. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tce/v20n2/a07v20n2.pdf
O Sistema Único de Saúde preconiza a integralidade como diretriz orientadora das práticas de cuidado em saúde. Apesar de avanços na saúde coletiva, nota-se dificuldade em exercitá-la no cotidiano dos serviços de saúde. Objetivou-se conhecer as práticas de cuidado de uma equipe de Estratégia Saúde da Família e sua relação com a integralidade. Trata-se de pesquisa descritiva e qualitativa. Os dados foram coletados por meio de observação participante, entrevistas e consulta em documentos, os quais foram analisados segundo a análise temática. Foram encontrados os seguintes sentidos da integralidade: como percepção das diferentes dimensões e da complexidade dos usuários; como articulação das formas de cuidar; e como identificação e atendimento das necessidades em saúde; como esforço da equipe em produzir saúde; como cuidado a grupos específicos. A partir da análise dos dados, afirma-se a necessidade de construir novas práticas, voltadas para a reorientação do modelo assistencial, visando tornar possível o exercício da integralidade.
SAÚDE DA FAMÍLIA
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE
QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL
ATENÇÃO BÁSICA
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SILVA, José Mendes da; CALDEIRA, Antônio Prates. Avaliação para melhoria da qualidade da estratégia saúde da família e a qualificação profissional. Trabalho, Educação, Saúde, Rio de Janeiro, v. 9, n. 1, p. 95-108, 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tes/v9n1/v9n1a07.pdf
A proposta Avaliação para Melhoria da Qualidade da Estratégia Saúde da Família (AMQ) foi desenvolvida para oferecer, aos gestores municipais, ferramentas de avaliação e gestão da qualidade da Estratégia Saúde da Família (ESF). No presente estudo, apresenta-se uma perspectiva de avaliação mediante a AMQ, focada na percepção dos profissionais de saúde. Foram realizadas entrevistas com os profissionais de nível superior das três categorias mais envolvidas com a ESF, utilizando-se os instrumentos da AMQ referentes à avaliação de equipes, as quais foram comparadas em relação à qualificação profissional e ao tempo de implantação. As médias dos escores das equipes foram comparadas pelo teste 't' de Student, assumindo-se um nível de significância de 5%. Registrou-se uma percepção positiva das equipes, exceto para as subdimensões 'participação comunitária e controle social' e 'saúde do adolescente'. Equipes qualificadas mediante residência na área de saúde da família mostraram melhor desempenho. Os autores recomendam a ampla utilização do instrumento como forma de divulgação e consolidação da proposta de avaliação e monitoramento da qualidade na ESF e reforçam o papel da residência como medida privilegiada para a qualificação dos profissionais de saúde na atenção primária.
SEGURIDADE SOCIAL
UNIVERSALIDADE
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BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Agenda política para o fortalecimento e desenvolvimento de sistemas universais de seguridade social. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 45, n. 4, p. 806-807, ago. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rsp/v45n4/IT.pdf
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL
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BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Ciência e Tecnologia. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Programa de Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 45, n. 4, p. 808-811, ago. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rsp/v45n4/ITdecit.pdf
TRANSTORNOS MENTAIS
FAMÍLIA
ATENÇÃO BÁSICA
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ESTEVAM, Michelle Caroline et al. Convivendo com transtorno mental: perspectiva de familiares sobre atenção básica. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 45, n. 3, p. 679-686, jun. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v45n3/v45n3a19.pdf
Trata-se de um estudo qualitativo cujo objetivo foi identificar o atendimento que é oferecido aos familiares de portadores de transtornos mentais nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e compreender o cotidiano da família do portador de transtorno mental. Os dados foram coletados no período de maio a junho de 2007, por meio de entrevistas semi-estruturadas e observação de cinco famílias nos respectivos domicílios. Os dados foram submetidos à análise temática que gerou duas categorias: 1) o transtorno mental na perspectiva da família e a relação com serviço de saúde; 2) convivendo com a doença mental. Os resultados corroboram a importância de, em casos de transtorno mental, ter a família como cliente do processo de cuidado, e a necessidade do preparo dos profissionais para suprir as necessidades das pessoas que freqüentam estes serviços.
TUBERCULOSE
ATENÇÃO BÁSICA
SAÚDE DA FAMÍLIA
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NOGUEIRA, Jordana de Almeida et al. Enfoque familiar e orientação para a comunidade no controle da tuberculose. Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v. 14, n. 2, p. 207-216, jun. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbepid/v14n2/03.pdf
Este estudo objetivou descrever as ações de controle da tuberculose no contexto de Equipes de Saúde da Família, segundo as dimensões "enfoque familiar" e "orientação para comunidade". Pesquisa avaliativa seccional, realizada em 2008, que envolveu 84 profissionais de saúde. Utilizou-se o instrumento Primary Care Assessment Tool, validado e adaptado para atenção à tuberculose no Brasil. Os entrevistados responderam as questões segundo possibilidades produzidas por escala intervalar tipo Likert, à qual foi atribuído um valor entre zero e cinco. Os dados foram inseridos no programa Statistical Package for the Social Sciences e analisados segundo freqüência e mediana. Na primeira dimensão avaliada, 67,9% dos profissionais de saúde investigam os contatos domiciliares dos casos de tuberculose; 63,1% realizam exame radiológico; 64,3% incluem a família no enfrentamento da doença; 77,4% identificam fatores de riscos; 41,7% envolvem outros setores na resolução dos problemas. Na segunda dimensão, 73,8% realizam busca de casos na comunidade; 40,5% dispõem de insumos para coleta de escarro; 50% desenvolvem trabalhos educativos e 14,3% reconhecem participação social no controle da tuberculose. A eficiência da utilização dos serviços exigirá a incorporação de ações que privilegiem a atenção à família e à comunidade, e o desenvolvimento de habilidades que ampliem os espaços de atuação dos profissionais e fortaleçam a articulação intersetorial.
VULNERABILIDADE SOCIAL
NÍVEL DE SAÚDE
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BARATA, Rita Barradas; RIBEIRO, Manoel Carlos Sampaio de Almeida; CASSANTI, Ana Carolina; GRUPO DO PROJETO VULNERABILIDADE SOCIAL NO CENTRO DE SÃO PAULO. Vulnerabilidade social e estado de saúde: inquérito domiciliar em uma metrópole brasileira. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 27, suppl. 2, p. s164-s175, 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csp/v27s2/05.pdf
O estado de saúde autorreferido de uma amostra de adultos residentes na área central do Município de São Paulo, Brasil, foi estudado comparando-se um grupo de residentes em setores censitários sem vulnerabilidade social, segundo o indicador elaborado pela Fundação SEADE, e um grupo de residentes em setores censitários com média, alta ou muito alta vulnerabilidade social. A idade e o sexo foram utilizados como variáveis de controle, enquanto a renda familiar, o grau de escolaridade, o grau de felicidade, a adequação do nível de renda, a satisfação com a vizinhança e a sensação de discriminação foram as variáveis intervenientes selecionadas. Após o ajuste no modelo hierárquico, o estado de saúde autorreferido mostrou associação inversa com a vulnerabilidade social, idade e sensação de discriminação e relação direta com a renda, a escolaridade, o grau de felicidade. A satisfação com a vizinhança e a adequação do nível de renda perdem significância após o ajuste. O grau de felicidade é a variável com maior força de associação com o estado de saúde mesmo após o controle pelas demais variáveis.