ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA: UMA ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM
Fabiana Zerbieri Martins
Kelin Cristiane Böck
Sadja Cristina Tassinari Mostardeiro
É cientificamente comprovado que a adoção de um estilo de vida não sedentário reduz o risco de um indivíduo desenvolver boa parte das doenças crônico-degenerativas e promove o seu bem-estar geral. Com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros é consideravelmente grande o número de casos de hipertensão arterial e diabetes mellitus. Neste sentido, faz-se necessário à enfermagem, comprometer-se em promover o autocuidado e aprimorar a qualidade de vida destes pacientes, através da educação em saúde. A atividade física pode atuar como uma terapêutica para as várias dimensões: física, emocional, social, profissional, intelectual e espiritual, que compõem o indivíduo. Entendemos que todos estes aspectos da vida humana estão interligados e podem ser trabalhados de forma sincronizada, quando utilizamos este mecanismo como instrumento de trabalho. Segundo POWELL et al (1987) as pessoas sedentárias apresentam um risco duas vezes maior de desenvolver doença arterial coronariana, quando comparadas às engajadas a uma atividade física regular. O exercício físico adequado previne um evento coronário inicial, facilita a recuperação e contribui na diminuição do risco de episódios recorrentes. Este relato de experiência teve como público um grupo de hipertensos e diabéticos da Unidade Sanitária Kennedy em Santa Maria, onde desenvolvemos atividades lúdico-educativas colocando como objetivo a qualidade de vida associada ao exercício físico. Participaram da atividade com o grupo, os acadêmicos do curso de Enfermagem e de Psicologia da UFSM, uma enfermeira e agentes comunitárias de saúde daquela UBS. Foi desenvolvido o trabalho com música, alongamento e orientações quanto à prática regular de atividade física, além de uma troca de experiências sobre o assunto tratado. Neste sentido, verificamos que há uma imensa necessidade dos profissionais de saúde em trabalhar com os portadores de doenças crônico-degenerativas utilizando-se de formas alternativas para tratá-los durante o curso de sua patologia atuando na prevenção e tratamento de suas complicações. A promoção da qualidade de vida aparece como alicerce, para que cada vez mais as pessoas identifiquem-se com um modo saudável de viver onde possam gozar de satisfação nas suas necessidades humanas básicas. Por fim, o enfermeiro deve atuar como mediador entre a comunidade e o serviço de saúde para que, com parcerias e um trabalho desenvolvido de forma competente ele possa cumprir sua função: realizar o cuidado ao ser humano.
Correspondência para: Fabiana Zerbieri Martins, e-mail: fzm@mail.ufsm.br
|