Goiânia, 07 de novembro de 2005.

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL EM COMUNIDADE CONSIDERADA ÁREA DE RISCO SOCIAL

Sonia Maria Alves

Maria Regina Araujo Reicherte Pimentel

Analucia Jezuino da Costa

Bernardete Alencar

INTRODUÇÃO: Historicamente, jovens e adultos lutam para conseguir uma identidade profissional que possa inseri-los com maior facilidade no mercado de trabalho, cada vez mais exigente e seletivo. Segundo o Ministério do Trabalho, no Brasil, até o final da década de 80, 38% dos trabalhadores possuíam no máximo até a 4ª série do ensino fundamental e apenas 15,4% tinham concluído o ensino médio. Esta situação tem gerado um ciclo vicioso: pela baixa renda, este grupo social não consegue ter acesso a cursos de educação profissional, pois os públicos são muitos poucos; consequentemente, sem qualificação profissional, não consegue ter acesso a empregos que oferecem melhores salários. Em 2002, membros do centro comunitário da Cidade de Deus em conjunto com representantes de empresas que desenvolvem projetos sociais nesta comunidade identificaram a necessidade de profissionalização de jovens e adultos - principalmente mulheres chefes de família – como estratégia de afastá-los do risco social da violência e do tráfico, bem como o desejo destes de se profissionalizar em auxiliar de enfermagem. Como um dos membros havia feito o curso de auxiliar de enfermagem na ETIS, propôs que a mesma fosse a instituição a ser considerada para execução, devido a qualidade do curso e a responsabilidade na execução do mesmo. Este trabalho é um relato de experiência da ETIS na implantação de cursos profissionalizantes em saúde na Comunidade Cidade de Deus, Município do Rio de Janeiro; OBJETIVO: Apresentar o planejamento comum do processo de seleção vivido entre ETIS, comunidade, ONG e operadora financeira do projeto e a implantação de turmas de educação profissional em saúde. METODOLOGIA: Este é um estudo descritivo a partir de dados coletados de documentos produzidos no processo de inscrição e seleção dos candidatos aos cursos; RESULTADOS: Foram inscritas 194 pessoas e selecionadas 80, para implantação de duas turmas (uma de auxiliar de enfermagem e uma de auxiliar de consultório dentário). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Com a implantação das turmas, tem havido uma grande procura de moradores para inscrição em turmas subseqüentes junto ao Comitê. Novas estratégias de viabilização de recursos financeiros para implementação de novas turmas estão sendo levantadas entre as instituições parceiras.

Correspondência para: Maria Regina Araujo Reicherte Pimentel, e-mail: mymypimentel@uol.com.br