RESGATE DA CULTURA DA AMAMENTAÇÃO: UM NOVO DESAFIO À ENFERMAGEM
Rodrigo Soares Ribeiro
Matilde Aparecida Silva
Glaucia Henrique Bortolozo
Mirian Andréia Chiquetto Mainarte
Vera Lúcia Fugita dos Santos
A busca pelos motivos reais que levam as nutrizes a abolir a amamentação de seus filhos, segundo Silva (1996), representa um grande desafio para enfermagem junto à equipe multiprofissional, no alcance dos objetivos propostos nos projetos e programas que incentivam o aleitamento materno. Ainda, diante da crença de que uma vez cessada a produção de leite, a mãe jamais voltará a amamentar, é sugerido ao enfermeiro a elaboração de planos e ações para que esse pensamento seja considerado somente um mito. Contudo, observa-se que a enfermagem tendo o conhecimento científico, tem centrado os cuidados dentro de uma visão tecnicista, ausentando-se e eximindo-se muitas vezes da função primordial, cujo próprio código de ética coloca que “é o de educar em saúde e orientar a clientela por ela assistida”. Enquanto acadêmicos de graduação em Enfermagem, o objetivo deste trabalho foi buscar respostas para tal omissão. Por meio de revisão bibliográfica foram consultados na literatura os principais autores que tratam do assunto e que poderiam responder à alguns questionamentos como: Será por desacreditar no papel de incentivo e orientação ao aleitamento materno? Quais estratégias que podemos utilizar para resgatar a cultura da amamentação? Ressaltamos que, essa temática despertou-nos interesse, à partir do conhecimento da história de uma puérpera que deu a luz a um bebê prematuro de 28 semanas de gestação, que permaneceu hospitalizado em UTI neonatal por 38 dias. A mesma relatou-nos a ausência de incentivo e orientação por parte da equipe de enfermagem nessa fase; sendo por outro lado, motivada pelo seu obstetra para que fizesse a relactação. O esforço e a vontade para amamentar fizeram com que seu leite voltasse, desmistificando essa prática e, somados a técnica adotada pelo médico, obteve sucesso no aleitamento por mais seis meses. A separação do binômio mãe-filho é considerada por vários autores como um dos fatores predisponentes para a dificuldade de interação entre eles e, no caso acima relatado, acarretou à ambos um menor tempo de amamentação. Assim, concluímos que as ações de enfermagem junto as nutrizes ainda são muito limitadas, precárias e por vezes ausentes, em relação ao incentivo e ao resgate da cultura da amamentação; colaborando para o insucesso do aleitamento materno. Por outro lado, uma equipe de enfermagem capacitada no processo de lactação pode influenciar fortemente a incidência do mesmo na população.
Correspondência para: Rodrigo Soares Ribeiro, e-mail: rosorib@ig.com.br
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