TERAPIA CELULAR EM CARDIOLOGIA: PROTOCOLO DE ENFERMAGEM
Gisela Elman Beildeck
Tereza Cristina Felippe Guimarães
Lourdes Alexandrina de Castro Neves
Neste ano iniciou-se no Instituto Nacional de Cardiologia Laranjeiras (INCL) um estudo clínico que tem por finalidade tratar pacientes portadores de cardiomiopatia grave e doença isquêmica com a terapia de células tronco (CT). Trata-se de um marco no avanço das pesquisas em saúde pública no Brasil. Até o momento foram inseridos 15 pacientes no estudo e, com a experiência que estes nos trouxeram, percebemos a necessidade da criação de um protocolo assistencial de enfermagem que compreenda a admissão, coleta de material medular e cateterismo cardíaco onde é realizado o implante celular. Além da transferência para o CTI, retorno à unidade de internação, alta hospitalar, acompanhamento ambulatorial e internações programadas ou não. Este protocolo pretende sistematizar a assistência de enfermagem (SAE) durante a coleta de material medular e cateterismo cardíaco. As orientações quanto à participação do paciente no estudo é realizada pelo enfermeiro em diferentes momentos a fim de proporcionar melhor compreensão quanto ao procedimento. Acompanhar os pacientes durante a punção medular proporciona ao paciente segurança e conforto, finalizando esta etapa com o encaminhamento do paciente ao implante celular. Frente a essa problemática o foco do nosso estudo é o cuidado de enfermagem na fase do implante de CT. Objetivo elaborar um protocolo sobre os cuidados de enfermagem durante a coleta de material medular e implante celular. Método: Estudo descritivo onde realizamos um levantamento bibliográfico sobre os cuidados que envolvem a punção do aspirado de medula óssea até a fase de implante das CT somado a experiência profissional adquirida em campo, com os pacientes inseridos no estudo. Resultados: A SAE promove um maior comprometimento e acompanhamento destes pacientes, através da integração profissional. Portanto o enfermeiro torna-se um elo de referência entre o paciente e a instituição e a questão da conscientização dos pacientes com relação a adesão ao tratamento é trabalhada continuamente, uma vez que a terapêutica farmacológica e os cuidados essenciais devem permanecer. Evidenciamos que a implementação do protocolo fundamenta a equipe de enfermagem durante os cuidados prestados, uniformizando as ações de enfermagem individualizando o cuidado.
Correspondência para: Gisela Elman Beildeck, e-mail:
gisela.elman@ig.com.br
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