Goiânia, 07 de novembro de 2005.

INTEGRALIDADE E VISITA DOMICILIAR: UM DESAFIO AO PSF

Jaqueline Aparecida Erig Omizzolo

Antônio de Miranda Wosny

A visita domiciliar vem se caracterizando como importante foco de atuação das equipes de Programa de Saúde da Família - PSF, através da qual criam-se vínculos assistenciais e sociais. Na perspectiva de adentrar na casa do outro, conhecer e intervir na sua realidade, permear suas relações familiares e não ver somente aspectos de saúde e doença desvinculados do todo, há que se pensar entre tantas questões, nas relações de vínculo e acolhimento que esta prática implica. E, como fazer refletir significativamente a todos os envolvidos neste processo, usuário, família, equipe, a proposta de integralidade vislumbrada num entendimento mais amplo do que o proposto no texto constitucional? Percebemos a visita domiciliar como um espaço que oportuniza o diálogo e a prática de saúde emancipadora. Neste sentido, este estudo busca aprofundar o debate do princípio da integralidade e de seus sentidos, como norteadores das ações propostas no PSF, constituindo-se em um referencial para as ações assistenciais dos enfermeiros. Entendemos que, o PSF fundamenta-se no princípio constitucional da integralidade, uma vez que pauta suas ações no núcleo familiar, considerando-o como eixo estruturante para as práticas de promoção à saúde. O objetivo geral buscará compreender a visita domiciliar, enquanto uma prática facilitadora da construção do princípio da integralidade,no PSF; buscando fortalecê-la como estratégia de educação permanente em saúde e como instrumento para a criação de vínculo e acolhimento entre enfermeiro e comunidade. Os aspectos metodológicos pautam-se em abordagem qualitativa, através do método de Análise de Conteúdo de Bardin, compreendido como um instrumento de análise das comunicações que se fundamenta na percepção da comunicação enquanto processo e não como um dado. Este estudo é parte integrante da dissertação de mestrado em Enfermagem e será desenvolvido no município de Lages-SC, o qual possui 29 equipes de PSF com cobertura de 65,86% da população local. Os integrantes do estudo serão dez enfermeiros das equipes do PSF e dez famílias de suas áreas de abrangência. A coleta dos dados será através de entrevista semi-estruturada aplicada aos enfermeiros e, da observação participante, através do acompanhamento de visitas domiciliares. Os resultados serão discutidos ao longo da coleta de dados, a qual está em andamento

Correspondência para: Jaqueline Aparecida Erig Omizzolo, e-mail: jacky-erig@uniplac.net