Goiânia, 07 de novembro de 2005.

SOBREMORTALIDADE MASCULINA EM IDOSOS

Thais Aidar de Freitas Mathias

Maria Helana Prado de Mello Jorge

Tirza Aidar

INTRODUÇÃO: Diferenciais na mortalidade entre os sexos e suas tendências no tempo devem ser exploradas para identificar fatores que afetam a mortalidade no homem e na mulher, tanto relativos à intensidade quanto às causas. Estudos mostram que existe sobremortalidade masculina para a maioria das faixas de idade e causas de óbito. OBJETIVO: Este estudo objetivou descrever a mortalidade em idosos segundo sexo, idade e causas de óbito, no município de Maringá-PR. METODOLOGIA: Foram analisados todos os óbitos de residentes em Maringá com 60 anos ou mais de idade entre 1979 e 1998. Os óbitos foram obtidos do Sistema de Informação em Mortalidade do Ministério da Saúde e a população dos Anuários Estatísticos da Fundação IBGE. A análise foi feita agrupando-se os dados em quatro triênios buscando atenuar as possíveis flutuações aleatórias nos óbitos e variações na estimativa da população. A idade foi estudada em intervalo de cinco anos e as causas de óbito analisadas segundo as regras das 9a e 10a Classificação Internacional de Doenças. A mortalidade foi analisada por meio de proporções e coeficientes de mortalidade e foi utilizado o programa estatístico EPI6 para a confecção das tabelas e gráficos. RESULTADOS: Do total de óbitos de residentes em Maringá, a mortalidade proporcional para idosos passou de 43,2% para 60,8% do primeiro para o último triênio. Esse fenômeno foi mais acentuado para os óbitos ocorridos para o sexo feminino (67,4% contra 56,3% no sexo masculino). A mortalidade proporcional aumentou 100,1% para o sexo masculino e 95,6% para o feminino na faixa de 80 anos e mais de idade. O coeficiente de mortalidade em idosos decresceu 15,2%; mais no sexo feminino (17% contra 12,1% no sexo masculino). A sobremortalidade masculina só não aumentou no segmento de 85 anos e mais de idade para o qual houve queda de 7,9%. A sobremortalidade masculina, para o último triênio foi de 1,3; 1,9; 1,5 e 2,3 para as doenças circulatórias, neoplasias, doenças respiratórias e causas externas, respectivamente. CONCLUSÕES: O risco de mortalidade é maior no sexo masculino, fato evidenciado pela sobremortalidade masculina em praticamente todas as faixas de idade e causas de óbito analisadas. É necessário políticas públicas que assegurem a qualidade de de vida na velhice, que considerem as diferenças entre homens e mulheres, de hábitos pessoais, administrem as desigualdades no processo de envelhecimento, de origem étinica, cultural e do nível social e econômico.

Correspondência para: Thais Aidar de Freitas Mathias, e-mail: tafmathias@uem.br