CATÉTER CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA: USO EM NEONATO MENOR DE 1500G
Maria José Matias Muniz Filha
Edna Maria Camelo Chaves
Ana Célia Caetano de Souza
Lariza Martins Falcão
Ana Virgínia de Melo Fialho
Thereza Maria Magalhães Moreira
Nos últimos anos observou-se um aumento no nascimento de recém-nascidos prematuros e de baixo peso criticamente enfermos, sendo necessário uma equipe de enfermagem e médicos neonatologistas capacitados dentro de uma unidade destinada a prestar assistência a esta clientela. A imaturidade de seus órgãos e sistemas representa um problema para estes neonatos, pois a impossibilidade de ingestão de líquidos por via oral para a manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico, leva à punção de uma veia para administração dos fluídos por via parenteral. O uso deste dispositivo em recém-nascidos de baixo peso reduz as múltiplas punções venosas, a dor, o manuseio excessivo que leva à desestabilização hemodinâmica e às iatrogenias causadas pela infiltração de fluidos nos tecidos. Podem ocorrer complicações então relacionadas ao cateter e administração de fluídos e eletrólitos. Diante desta tecnologia surgiu o interesse em acompanharmos os recém-nascidos de baixo peso com catéter central de inserção periférica (PICC), uma vez que, no momento atual esta prática está se tornando uma alternativa viável para assegurar a infusão de fluídos e eletrólitos. Estudo quantitativo, transversal que teve por objetivos analisar o uso do PICC em recém-nascidos com peso menor do que 1. 500g, traçar o perfil e averiguar seu tempo de permanência, o prognóstico, o local de inserção e os motivos de retirada do catéter. O estudo foi realizado em uma unidade neonatal pública, em Fortaleza-Ceará. Os dados foram coletados de janeiro a dezembro de 2004. Nos resultados, verificou-se que a média da idade gestacional foi de 30 semanas e do peso de nascimento foi de 923,5g; a veia mais puncionada foi a basílica, 21(37%); O valor mediano quanto ao tempo de permanência dos PICCS foi de 32,1 dias; quanto ao motivo de retirada do catéter, o término do tratamento (23-40%) foi o mais freqüente, sendo que 93%(53) dos recém-nascidos receberam alta hospitalar. As autoras concluem que apesar do baixo peso o PICC é uma inovação tecnológica que permite a manutenção da terapia intravenosa por períodos prolongados, reduzindo os riscos de iatrogenias.
Correspondência para: Maria José Matias Muniz Filha, e-mail: mazemuniz@yahoo.com.br
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