DOAÇÃO DE ÓRGÃOS: O QUE VOCÊ SABE SOBRE ESSE TEMA?
Inez Silva de Almeida
INTRODUÇÃO: Este estudo originou-se a partir da observação de campo, realizada pelas autoras em várias instituições hospitalares. Durante as atividades de avaliação do potencial doador, foi evidenciado que os profissionais das emergências não detêm o conhecimento mínimo acerca do processo de doação de órgãos e tecidos. Sabemos que a técnica de transplante de órgãos e tecidos é um procedimento terapêutico que vem ganhando espaço no cenário brasileiro, possuindo o objetivo de melhorar a qualidade de vida de pessoas, que já tentaram todas as alternativas para alcançar a cura de órgãos que apresentam algum tipo de incapacidade. No Brasil, a realidade da fila de espera demonstra que é fundamental que mais pessoas se sensibilizem para a resolução deste problema. Os profissionais de saúde deveriam atuar em consonância com a equipe técnica da central estadual de transplantes, visando à eficácia da manutenção de potenciais doadores. Para tanto, é fundamental que esses profissionais detenham conhecimentos sobre o processo de doação de órgãos para transplante. OBJETIVOS DO ESTUDO: Identificar o perfil dos profissionais de saúde que atuam nas unidades que recebem pacientes com diagnóstico de morte encefálica; avaliar o conhecimento dos profissionais de saúde acerca da doação de órgãos e tecidos. MÉTODOS: Este é um estudo de natureza descritiva, a partir de uma abordagem quantitativa. O cenário foi uma instituição de saúde do Rio de Janeiro e os sujeitos foram 50 profissionais de saúde que atuam nesse hospital. Foi utilizado um questionário com perguntas abertas e fechadas, norteado pelo seguinte questionamento: O que você sabe sobre o processo de doação de órgãos e tecidos? RESULTADOS: A partir da análise dos dados estatísticos, verificou-se a confirmação do pressuposto que deu origem ao estudo, ou seja, foi constatado o desconhecimento dos profissionais da equipe de saúde sobre o processo de doação de órgãos para transplantes. CONCLUSÃO: Entendendo a relevância social e em nível de saúde pública das atividades do Programa Nacional de Transplantes, bem como a importância da parceria dos profissionais de saúde lotados nos hospitais, sugerimos que sejam realizados cursos de capacitação sobre os procedimentos necessários para avaliação e manutenção dos potenciais doadores na unidade hospitalar em questão. Cabe ressaltar, inclusive, que este conteúdo poderia constar formalmente dos cronogramas curriculares dos cursos de formação profissional.
Correspondência para: Inez Silva de Almeida, e-mail: inezdealmeida@ig.com.br
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