GESTANTES DE ALTO RISCO: ESTUDO CLÍNICO DO TIPO DE PARTO
Rejane Marie Barbosa Davim
Gilson Vasconcelos Torres
Rosângela de Medeiros Caldas
Janmilli da Costa Dantas
Williany Rosália Viana e Silva
Priscila Aparecida Dantas Lourenço
Cristiane Meirice Marques da Silva
A gestante alto risco no período intraparto enfrenta demandas físicas e emocionais, devido à luta contra incertezas aos resultados da gravidez. Como o alto risco implica enfermidade ou doença, a gestante pode estar preparada para experiência positiva do nascimento acreditando que o parto cesário seja inevitável ou mostrar-se preocupada que seu bebê possa morrer durante o nascimento. Nos trabalhos de parto alto risco as preocupações perinatais referem-se a aumento de morbimortalidade associadas à prematuridade, pós-maturidade, baixo-peso ao nascer, predispondo o feto a vários tipos de traumatismo. Assim, o alto risco do parto e do estado grave do feto, condutas médicas devem ser tomadas corretamente, na hora certa, para que não ocorram óbitos perinatais ou crianças incapacitadas, deixando a família com necessidades de ajuda para enfrentar situações por um bebê fora dos padrões normais de vida. OBJETIVOS: Identificar tipos de partos de gestantes alto risco atendidas na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC/UFRN), e a associação existente entre o tipo de parto, condições do alto risco e o Apgar do recém-nascido. METODOLOGIA: Estudo descritivo retrospectivo desenvolvido no Ambulatório da MEJC, localizada em Natal/RN. O levantamento dos dados foi nos registros do Mapa de Atendimento Diário de gestantes alto risco atendidas nessa instituição de janeiro a setembro de 2003, com uma amostra de 325 mulheres. RESULTADOS: A faixa etária das gestantes foi entre 14 a 40 anos, tendo um percentual considerável (85,6%) de 20 e 39 anos; predominaram o ensino médio (49%) e as casadas (42%). Procedentes da capital foram 67,4% e do interior do Estado 32,6%. A maioria (75,1%) tinha idade gestacional entre 37 a 42 semanas e menor percentual (16%) entre 33 e 36. Identificou-se que 81,5% tinha paridade entre 01 a 04 filhos e 13% entre 05 a 08. O tipo de parto prevaleceu o cesário (59,7%), seguido do normal (37,2%) e do fórceps de alívio (3,1%). As indicações para a cesária foram a DHEG, interatividade, distócias do trabalho de parto, sofrimento fetal agudo, entre outras. O Apgar do recém-nascido do 1º ao 5º minuto teve variações indicando sofrimento, porém a maioria (88,7%) recebeu Apgar 7/9. CONCLUSÕES: Conclui-se que o alto risco gestacional leva a uma tomada de conduta médica vigilante e correta objetivando um nascimento seguro, resultando em recém-nascidos normais e saudáveis como demonstrou este estudo, pelo alto percentual (88,7%) de Apgar do recém-nascido em torno de 7/9.
Correspondência para: Rejane Marie Barbosa Davim, e-mail: rejanemb@uol.com.br |