Goiânia, 07 de novembro de 2005.

GRAVIDEZ E TRABALHO NA VISÃO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Marlei Fatima Cezarotto Fiewski

Annelise de Oliveira Rodrigues

Assistir a mulher durante o processo gestacional é uma tarefa que exige preparo, conhecimento e habilidades profissionais, requer um estudo contínuo acerca dos riscos, aos quais, a gestante está exposta e, principalmente, uma avaliação das atividades desenvolvidas por ela. Por muitos anos a gravidez foi vista como algo comum, rotineira, onde quase nada poderia ser feito, apenas tratava-se das intercorrências ou das causas que poderiam desencadear alguma patologia, porém, hoje a visão é outra, a assistência está sendo reavaliada. Neste cenário, e considerando o fato da mulher estar inserida em um contexto social, em que o trabalho faz parte do seu cotidiano, esta mulher não abrirá mão do mesmo para viver a gestação, ela continuará a desenvolver suas atividades diárias juntamente com a gravidez. Entretanto, há determinados trabalhos que expõem a mulher a riscos, os quais, interferem no processo de saúde-doença, configurando um padrão de adoecimento e morte específica, ou seja, os riscos associados ao trabalho podem configura-se em causas de complicações da gravidez que se não observadas de formas preventivas levam a morbimortalidade materna. Assim, o objetivo foi de identificar e analisar a compreensão dos profissionais de saúde acerca do trabalho e a gravidez e como são avaliados os fatores de riscos que podem acometer a saúde da trabalhadora gestante e do seu feto. O processo metodológico foi de um estudo exploratório e descritivo em uma análise qualitativa, com a pesquisa de campo individualizada. A população alvo constituiu-se de 15 entrevistados (enfermeiros e médicos) atuantes na obstetrícia. Como resultado pode-se levantar que os profissionais têm pouco conhecimento a cerca da influencia do trabalho na gestação, principalmente, relacionado às atividades penosa como o trabalho do lar em grande escala ou sem pausas e rotatividade em caso de empresas e industrias. Não há um intercambio entre o profissional da empresa e do pré-natal, além, de não recomendar a troca das atividades, quando fazem é por solicitação da mulher ou do profissional de recursos humanos da empresa. Como conclusão pode-se destacar que o pré-natal se constitui apenas no acompanhamento da consulta e exames pré-natais, sem referendar a atividade profissional da mulher, a investigação dos fatores de risco é apenas vinculada às patologias da gestação, sendo que muitos profissionais não têm conhecimento acerca dos fatores de risco do trabalho feminino.

Correspondência para: Marlei Fatima Cezarotto Fiewski, e-mail: marleicf@onda.com.br