Goiânia, 07 de novembro de 2005.

ASSIDUIDADE DA RETIRADA DE ANTI RETROVIRAIS EM PACIENTES INFECTADOS

Gilda Aparecida de Paula

Cassiana Maria Novaes

Maria Ambrosina Cardoso Maia

José de Paula Silva

INTRODUÇÃO: Um dos grandes problemas a ser enfrentado pelo portador do vírus HIV, é a complexidade do tratamento a ser seguido e iniciar o tratamento é uma importante decisão a sere tomada. É preciso que o indivíduo entenda e decida sobre iniciar ou não este tratamento, o que repercutira na adesão (BRASIL, M. S. 2002). Baseado nestes parâmetros, este trabalho propõe verificar o comportamento dos pacientes no que diz respeito à assiduidade da retirada de medicamentos no serviço de atendimento especializado. OBJETIVO: Avaliar a assiduidade na retirada de anti-retroviarias. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa quantitativa, realiza no Ambulatório da Faculdade de Enfermagem de Passos, que conta com uma clientela soropositiva cadastrada, sendo a população alvo aqueles em uso de medicação. Os dados referentes a medicação e data retirada foram coletadas e transcritos para um banco de dados e a análise estatística destes, através do programa EPI info. RESULTADO: A partir dos resultados verificou-se que dos medicamentos retirados 65,29% foram em atraso, podendo ser observado que destes um pequeno número acontecem com elevado atraso de dias. Em contrapartida a maioria da retiradas em atraso, 60,51%, acontecem com de pequenos dias, de 01 à 10 dias. Este atraso pode estar ligado à ausência de sintomas, em algumas fases do processo de adoecimento (Leite & Vasconcelos, 2003) ou essas pessoas podem simplesmente não estar dando importância ao pequenos dias em atraso ou mesmo não compreendendo tal importância, podendo ser definida esta não-adesão ao tratamento como ignorância dos clientes sobre a importância do tratamento ou simples desobediência as prescrições médicas. CONCLUSÃO: Conclui-se que a grande maioria retira seu medicamento em atraso podendo não comprometer a terapia proposta. Destacou que a maioria dos pacientes possui um atraso relativamente pequeno, o que leva a uma reflexão sobre os fatores predisponentes à esta situação. É necessário que a equipe oriente de forma correta sobre a importância do uso contínuo e regular do medicamento, buscando os motivos deste atraso, e solucionando-os de maneira que o resultado seja uma adesão satisfatória. Diante da situação estudada, sugere-se uma reflexão através de uma outra pesquisa para averiguar o que realmente leva a este atraso na retirada do medicamento, e conseqüentemente interfere na adesão aos Anti-retrovirais.

Correspondência para: Gilda Aparecida de Paula, e-mail: gilda@coperdados.com.br