VIOLÊNCIA DOMÉSTICA ÀS CRIANÇAS E ADOLESCENTES: DESAFIO PARA O EDUCADOR
Ludmila Oliveira de Souza
Julyana Vilar de França Manguinho
Flávio César Bezerra da Silva
Jucimar França Vilar Lima
Rejane Marie Barbosa Davim
INTRODUÇÃO: A violência doméstica que aflige crianças/adolescente na realidade brasileira é tão importante que mobiliza todos os setores da sociedade, sendo reconhecida como relevante problema de saúde pública e vista como ato ou omissão de pais, parentes e instituições capazes de causar dano físico, sexual e/ou psicológico à vítima. Este ato envolve quase sempre poder, quer intelectual, físico, econômico, político e social, implicando na transgressão do poder/dever de proteção do adulto da sociedade, determinando negação do direito da criança e do adolescente serem tratadas como pessoas em condições especiais de crescimento e desenvolvimento. Profissionais, como os educadores que atendem essa população em escolas públicas e privadas, têm papel fundamental de prevenir e atuar junto à escola em situações de violência, pela importância e legitimação da instituição, resultantes do processo de socialização e de aprendizagem. OBJETIVOS: Identificar tipos de violência doméstica conhecida por professores do ensino fundamental e médio contra crianças e adolescente, se o tema é trabalhado nessas escolas e relacionar as atitudes tomadas pelos professores diante de situações de violência doméstica detectada na escola. METODOLOGIA: Estudo descritivo quantitativo realizado com professores de municípios do Rio Grande do Norte durante as Campanhas do Projeto de Extensão Criança 2000, de maio a agosto de 2005. Visitaram-se até o momento cinco municípios totalizando 41 professores que responderam um questionário sobre o tema. RESULTADOS: A faixa etária variou entre 20 a 51 anos, a maioria do sexo feminino (85,4%) e a escolaridade o 3º grau completo (73,2%). Os principais tipos de violência citada foram a física (23,4%), psicológica (19%), abandono (18,3%), sexual (12,6%) e negligência (10,2%). As pistas de identificação para a violência apontaram os problemas com aprendizagem (28,6%), agressividade (21,3%), vergonha excessiva (17,3%) e queimaduras na pele (13,3%). A atitude tomada foi o diálogo com os alunos (33,3%), pais (31,3), comunicação à direção da escola (27,4%) e denúncia (5,8%). Às vezes discutem o problema na escola (58,5%), porém 36,6% o fazem. Os serviços de notificações das comunidades são: Conselho Tutelar (58,5%), Promotoria Pública (16,6%) e o ECA (16,6%). CONCLUSÕES: Os resultados demonstram que os professores conhecem os principais tipos de violência doméstica, sabem identificá-las e tomam providências viáveis por meio do diálogo e dos órgãos públicos.
Correspondência para: Ludmila Oliveira de Souza, e-mail: lud_oliveira@hotmail.com
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