OS SIGNIFICADOS DA MASTECTOMIA RADICAL EM MULHERES COM CÂNCER DE MAMA.
Juliana Macedo Melo
Edna de Melo Peres
Este estudo trata-se de uma pesquisa descritiva, segundo pressupostos da metodologia qualitativa, seguindo conceitos propostos por Leininger (2001) sobre Ethnoenfermagem, cujo objetivo foi compreender os sentidos e significados da mastectomia radical modificada, na perspectiva de três mulheres atendidas no Núcleo de Apoio aos Portadores de Câncer de Anápolis (Projeto Colméia). Com a análise dos dados foram identificadas as seguintes categorias relativas à subjetivação da mastectomia radical modificada: a lembrança do diagnóstico do câncer de mama e da mastectomia, à convivência com a mastectomia e ao enfrentamento dessa situação. Os resultados apontam que, as mulheres mais jovens convivem com a mastectomia de maneira revoltante, encarando-a como uma agressão física, emocional e social, sendo incompatível com sua vida. Enquanto mulheres com mais idade aceitam a mastectomia como a melhor forma para seu tratamento e consequentemente sua cura. Observamos também, que não somente o fato de perderem a mama entra em confronto com suas identidades femininas, mas a perda do cabelo, pois, para a sociedade, os cabelos caracterizam a mulher, é a essência feminina, e a perda dele também traz repercussões negativas quanto a imagem corporal para as mulheres. Porém entre tantas diferenças, essas mulheres possuem algo em comum, elas encontram a força para o enfrentamento do câncer no âmbito familiar e na fé, no qual aliviam suas dores e sofrimentos, ajudando-as a reinventar e a melhorar a qualidade de vida. Assim se faz necessário que o profissional de saúde considere o tratamento humanitário, holístico e individualizado, respeitando as experiências de vida de cada mulher.
Correspondência para: Juliana Macedo Melo, e-mail: jumacedomelo@hotmail.com |