CARACTERIZAÇÃO DOS TRANSPLANTADOS RENAIS NO RIO GRANDE DO NORTE
Glaucea Maciel de Farias
Ana Elza Oliveira de Mendonça
Cristiane da Silva Ramos
Izaura Luzia Silvério Freire
INTRODUÇÃO: a grande demanda de pacientes com Insuficiência Renal Crônica (IRC) vem elevando o número de transplantes deste órgão no nosso país. Com essa necessidade crescente, o número dessas cirurgias em 2003 chegou a 3. 126. Destas, 57% foram realizadas com enxerto de doadores vivos aparentados, o que elevou sensivelmente a disponibilidade de órgãos para o transplante renal. A fila para transplante renal no país tem 30. 126 pessoas, e o tempo médio de espera por um rim é de 2,8 anos. O maior entrave para o aumento do número de transplantes, inclusive o preemptivo, ainda é a falta de doadores, apesar de todas as campanhas de conscientização. O rim a ser transplantado poderá ser doado por uma pessoa viva (doador vivo), que pode ser um parente próximo até o quarto grau, que são os sobrinhos. Mas, a legislação vigente expressa na Lei 10. 211 de 23 de março de 2001 que regulamenta a doação de órgãos e tecidos do corpo humano, aceita doação de cônjuges, ou de qualquer outra pessoa, mediante autorização judicial. O órgão também poderá vir de um paciente com morte cerebral (doador cadáver). O transplante, além dos custos inferiores ao tratamento dialítico, apresentou vantagens em termos de QV, através da reabilitação de pacientes economicamente ativos. Cerca de 80% daqueles submetidos a transplante renal têm condições de retornar às suas atividades profissionais após três meses, enquanto o índice para os pacientes em tratamento dialítico fica abaixo de 30%. OBJETIVO: o presente estudo é caracterizar os pacientes submetidos à TxR, quanto ao sexo, idade, tipo de doador e tempo de transplante. METODOLOGIA: trata-se de um estudo quantitativo retrospectivo, desenvolvido no arquivo do ambulatório de nefrologia de um hospital universitário de Natal/RN nos últimos 06 anos. Os dados foram coletados nos prontuários de forma individual, seguindo um roteiro pré-estabelecido. RESULTADOS: do universo de 64 pacientes submetidos ao transplante, houve predomínio do sexo masculino (65,62 %), com faixa etária entre 06 a 64 anos, predominando aquela entre 29 a 40 anos (34,37%); 81,25 % foi de doador vivo relacionado; o maior número de transplantes (29,68%) foram realizados no ano de 2003. CONCLUSÃO: detectamos que é grande o número de pessoas aguardando por um TxR no país, e que os profissionais de saúde além das autoridades, devem estimular a doação de órgãos cada vez mais. Com isto, entendemos que os renais crônicos, poderão desfrutar de uma vida com melhor qualidade.
Correspondência para: Cristiane da Silva Ramos, e-mail: cristiane_ramos@hotmail.com |