ESTUDO DA SATISFAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM DO SAMU NATAL/RN, 2005
Renata Moreira Campos
Glaucea Maciel de Farias
Cristiane da Silva Ramos
Gloria Diana Medeiros do Nascimento Garrido
INTRODUÇÃO: o indivíduo só se motiva quando se sente estimulado para isso, sendo a necessidade que energiza o comportamento, a disposição ou vontade para trabalhar produtivamente. Sendo assim, as tarefas poderão ser desempenhadas de forma harmoniosa e produtiva e, conseqüentemente, melhorarão o desempenho profissional. Partindo do pressuposto de que a motivação pode levar à satisfação, elaboramos os OBJETIVOS: identificar o nível de satisfação profissional dos membros da equipe de enfermagem que trabalham no SAMU/Natal; verificar o grau de importância atribuída a cada um dos componentes da satisfação: autonomia, interação, “status” profissional, requisitos do trabalho, normas organizacionais e remuneração. METODOLOGIA: estudo exploratório descritivo, com abordagem quantitativa, realizado em janeiro e fevereiro de 2005, com uma população de 60 profissionais. Para medir o Índice de Satisfação Profissional (ISP) utilizamos um instrumento traduzido e validado por Lino (1999). RESULTADOS: 54,9% do sexo feminino de 36 a 45 anos (60,8%), casada (58,8%); 82,4% com filhos; 30,8% na faixa etária de 05 e 09 anos; 78,4% técnicos e 21,6% enfermeiros; 27,5% tem de 11 a 15 anos de formado, entre os 11 enfermeiros, 09 (81,8%) com especialização, 29, 4% trabalha de 11 a 15 anos na área de urgência, 58,8% trabalham há mais de 02 anos no SAMU; 72,6% possui horário fixo de trabalho; 41,2% no período diurno e 53% no noturno; 84% escolheram trabalhar neste serviço, e destes 76,3% realizam cuidados diretos; 96,1% gostam e estão satisfeitos em trabalhar no SAMU; 90,9% dos enfermeiros recebem de 05 a 10 salários mínimos e os técnicos, 70% de 02 a 05 salários mínimos; quanto ao nível de importância atribuída aos componentes da satisfação profissional, considerou Autonomia como mais importante, seguido da Remuneração, Interação, Requisitos do trabalho, Normas Organizacionais e “Status” Profissional; o nível atual de satisfação profissional, indica estarem mais satisfeitos com “Status” Profissional, Autonomia, Interação, Remuneração, Requisitos do Trabalho e Normas Organizacionais; o nível real revela maior satisfação a com Autonomia, Remuneração, Interação, Requisitos do Trabalho, “Status” profissional e Normas organizacionais; o ISP foi de 8,6. CONCLUSÂO: Os resultados mostraram as diferentes dimensões que compõem a satisfação profissional e o ISP de 8,6 em escala de 0,9 a 37,1 sinaliza em nosso estudo, que a equipe de enfermagem está pouco satisfeita no ambiente de trabalho.
Correspondência para: Cristiane da Silva Ramos, e-mail: cristiane_ramos@hotmail.com
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