O CONHECIMENTO DE HIPERTENSOS SOBRE SUA DOENÇA: UM ESTUDO COMPARATIVO
Letícia Morgana Giacomozzi
Maria de Fátima Mantovani
Juliane Cardoso Villela
Verônica de Azevedo Mazza
Julia Konieczniak
Os índices de acometimento por Hipertensão Arterial (HA) têm crescido nos tempos modernos, sendo que a doença destaca-se por sua alta taxa de morbidade e pela dificuldade encontrada para que seus portadores adotem as medidas terapêuticas propostas pelo tratamento, que de acordo com o Ministério da Saúde são: hábitos e estilo de vida saudáveis, atividades educativas e o tratamento medicamentoso. Neste contexto, com o objetivo de comparar o conhecimento sobre HA de portadores da doença cadastrados e não cadastrados no Programa de Hipertensos, o presente estudo, de natureza qualitativa, foi realizado durante um Projeto de Extensão Universitária da Universidade Federal do Paraná, em uma Unidade de Saúde com o Programa de Saúde da Família, no município de Colombo-PR. A coleta de dados foi realizada por meio de uma entrevista semi-estruturada em visita domiciliar. O instrumento continha a primeira fase com dados de identificação e hábitos de vida, e a segunda com questões relativas ao conhecimento dos sintomas, complicações e tratamento da doença. A amostra foi constituída por 49 adultos (27 cadastrados no programa e 22 não) de ambos os sexos, com idade entre 29 e 85 anos, sendo que 33% exercem atividade remunerada e 67% são aposentados ou estão ligados apenas às atividades do lar, predominando o grau de escolaridade entre 1ª e 4ª série (51%). A pesquisa permitiu perceber que na população atendida por esta unidade não há diferença significativa do conhecimento sobre a HA entre os freqüentadores e não freqüentadores do Programa de Hipertensão, fato este, devido às dificuldades singulares da região (violência e pobreza) e algumas deficiências da unidade ao tratar as questões educativas como as reuniões massificadas, com média de 80 pessoas por reunião, a falta de atendimento e esclarecimento de dúvidas individuais e o interesse único dos usuários cadastrados em freqüentar as reuniões para obter a medicação. Assim, conclui-se que é necessário aumentar o número de reuniões e ter um atendimento mais exclusivo para os freqüentadores do programa.
Correspondência para: Juliane Cardoso Villela, e-mail: jucardoso@pop.com.br |