O ENVELHECIMENTO PARA UM GRUPO DE MELHOR IDADE
Maria Fátima Rossi
Maria Oneide Batista Viana
INTRODUÇÃO: Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa sobre a percepção de idosos sobre o processo de envelhecimento, realizado com membros de um grupo de melhor idade de Palmas, capital do Tocantins. OBJETIVOS: Investigar a percepção sobre o processo de envelhecimento de indivíduos idosos, participantes de um grupo de melhor idade da cidade de Palmas – TO. METODOLOGIA: O estudo envolveu uma amostra de 20 idosos. Os dados foram coletados através de uma entrevista durante visita domiciliar, tendo como roteiro um instrumento semi-estruturado, na qual as respostas do entrevistado foram gravadas em fita cassete e posteriormente transcritas. Todos os entrevistados assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. RESULTADOS: 19 entrevistados eram do sexo feminino. Eles relatam que a participação em grupos de terceira idade ajuda a melhorar a qualidade de vida, pois lhes é dada a oportunidade de expor suas idéias, são envolvidos em vários eventos e para aqueles que não sabem prevenir as doenças são disponibilizadas informações pertinentes. Para eles, a religiosidade ajuda a superar dificuldades impostas pela vida. Os idosos que moram com os filhos relatam que estão bem acomodados, mas ainda gostariam de ter seu próprio lar por não terem a privacidade necessária e também pela falta de liberdade. Os que estão sozinhos sentem solidão pela perda do cônjuge e preferem não falar sobre o assunto. 20% responderam que sentem medo de envelhecer, 25% têm medo das doenças crônicas, 5% tem medo da solidão e o restante não expressa nenhum tipo de medo, embora exista um grande temor da dependência de outras pessoas. Para alguns dos entrevistados o envelhecimento é normal não deve ser encarado como decadência e sim uma seqüência vida, por isso o aceitam com tranqüilidade, compreendendo as transformações por que passa o organismo. Durante as entrevistas observamos que alguns idosos sentem-se valorizados quando podem fazer e desenvolver alguma atividade, até mesmo para elevar a auto-estima e melhorar financeiramente. CONCLUSÃO: Assim, pudemos verificar que a percepção dos idosos quanto ao envelhecer é normal, desde que busquem alternativas para melhorar a qualidade de vida, através da participação em grupos de convivência onde sejam desenvolvidas atividades físicas, espirituais, de lazer grupais, que possam levar o idoso a envelhecer com dignidade e qualidade, e que os mesmos não têm medo da velhice, mas da exclusão social e das doenças decorrentes da mesma.
Correspondência para: Maria Fátima Rossi, e-mail: mariarossi@ulbra-to.br |