Goiânia, 07 de novembro de 2005.

INSERÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DA PNEUMONIA NOSOCOMIAL

Izaura Luzia Silvério Freire

Glaucea Maciel de Farias

Cristiane da Silva Ramos

Pollyanna Dantas de Lima

Jeruza Luciana da Silva Souto

Fátima Haryanny Gomes Rufino

Glória Diana Medeiros do Nascimento Garrido

Rogéria de Oliveira Pinheiro

INTRODUÇÃO: a pneumonia (PNM) é uma resposta inflamatória do hospedeiro à invasão e multiplicação incontrolada dos microorganismos nas vias aéreas distais. 1 Quanto maior a virulência e a concentração dos microorganismos invasores e menor a capacidade de defesa do hospedeiro, maior será a possibilidade do desenvolvimento da PNM3. Várias são as fontes de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM) e o conhecimento dos fatores de risco para a PNM hospitalar é fundamental para que os profissionais de saúde possam interferir na cadeia epidemiológica, estabelecendo um conjunto de medidas para a sua prevenção e controle. Os fatores predisponentes mais fortemente associados ao aparecimento da PNM foram a intubação traqueal e ventilação mecânica (VM), pois aumentam de 3 a 21 vezes a probabilidade dessa ocorrência1. OBJETIVO: identificar cuidados prestados pela equipe de enfermagem relacionados à prevenção de PNM nosocomial relacionada à VM. METODOLOGIA: pesquisa é do tipo exploratório descritivo com dados prospectivos e abordagem quantitativa, com 22 técnicos de enfermagem, 14 auxiliares de enfermagem e 14 enfermeiros que trabalham no setor de urgência e Unidade de Terapia Intensiva. RESULTADOS: observamos que a limpeza e desinfecção dos ventiladores antes da montagem não foi realizado em 71,43%; das 35 vezes que o uso da técnica asséptica na montagem foi realizada, em 21 (60%) o material foi contaminado, isto é, não foram observados os preceitos de lavagem das mãos, uso de luvas estéreis e cuidado para não contaminar os ventiladores; 93,11% não testaram o VM com pulmão estéril; 77,15% não protegeram a conexão em Y do circuito com material estéril; 51,43% não colocaram o rótulo da data e assinatura de quem montou; 85,71% deixaram o umificador vazio; 87% não testaram o VM com pulmão estéril; 65,72% usaram água estéril nos umificadores; 85,71% colocaram água no umificador somente ao iniciar a VM; 80,45% descartaram o condensado que se forma no circuito; 74,28% não lavaram as mãos após o procedimento; 84,05% usaram água estéril nos umificadores; 100% não desprezaram o líquido remanescente dos umificadores antes de colocar a água e 100% não realizaram troca de circuito ventilatório. CONCLUSÕES: ficamos preocupadas com os resultados obtidos, principalmente no que se refere à não adesão dos profissionais às medidas de prevenção das infecções hospitalares, em especial à não realização da lavagem das mãos, antes e depois dos procedimentos.

Correspondência para: Pollyanna Dantas de Lima, e-mail: plima3@hotmail.com