CONCEPÇÕES DE AGENTES COMUNITÁRIOS SOBRE SAÚDE/DOENÇA E FAMÍLIA
Gladys Brodersen
Elaine Regina da Silva
Evilei Amanda Rocha
Márcia Maria de Oliveira
Tania Mara Machado.
INTRODUÇÃO: em agosto de 1992, na 9ª Conferência Nacional de Saúde, os debates mostraram o diagnóstico da situação da saúde brasileira que revelavam a redução de recursos destinados à saúde e o aumento da demanda devido à precariedade das condições sociais e econômicas da população (VIANA; DAL POZ, 1998). Esta realidade, aliada aos preceitos garantidos pelo SUS, impunha, urgentemente, uma reorganização das estratégias de atenção de saúde à população brasileira. A alternativa proposta foi o Programa de Saúde da Família – PSF. Dentre os obstáculos de viabilização do PSF, destaca-se o perfil do agente comunitário, cujo conhecimento baseado na modelo biomédico, não atende as diretrizes do programa (IWAMOTO; TAVARES e MENDES, 2000). OBJETIVO: conhecer a concepção sobre saúde e família dos agentes comunitários, que atuam nas equipes de PSF. METODOLOGIA: trata-se de um estudo qualitativo os dados foram coletados no segundo semestre de 2002, após o termo de aceite da instituição, tendo como instrumento de coleta de dados uma entrevista semi-estruturada que foi gravada e depois transcrita. Realizou-se um pré-teste do instrumento com agentes comunitários de outro município. Na análise dos dados foi utilizado o método de Analise Temática (MINAYO, 1998). RESULTADOS: os resultados demonstraram que a saúde depende de vários fatores inclusive da determinação social. O modelo tradicional da família nuclear (pai, mãe e filho) está sendo substituído nos seus diversos arranjos familiares, os quais vão influenciar na saúde de seus membros. Na relação entre a família e cuidado da saúde percebe-se como a dificuldade das famílias de assumirem compromissos com seu auto cuidado, ou seja, acabam dependendo e responsabilizando a equipe de saúde sobre esta ação. CONCLUSÃO: observou-se no perfil desse profissional, que saúde é um conjunto de fatores, como o bem-estar físico e emocional, uma família estruturada, sem vícios e que fornece suporte afetivo aos seus membros. Além disso, é ter moradia, educação, emprego, alimentação entre outras coisas, família não precisa ser pai, mãe e filhos mais sim ter vinculo afetivo, laços consangüíneos e comprometimento. Além disso, os agentes comunitários de saúde perceberam a grande influência da família sobre seus membros, então eles revelaram um grande empenho para instigar na população mudanças comportamentais, afim de se tornem mais autônomos e não esperem que a equipe de saúde resolvam os seus problemas.
Correspondência para: Gladys Brodersen, e-mail: brodersen@univali.br
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