Goiânia, 07 de novembro de 2005.

TECNOLOGIA E HUMANIZAÇÃO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL

Lariza Martins Falcão

Edna Maria Camelo Chaves

Maria José Matias Muniz Filha

Ana Célia Caetano de Souza

Islane Costa Ramos

Ana Ruth Macedo Monteiro

Ana Virgínia de Melo Fialho

Lúcia de Fátima da Silva

INTRODUÇÃO: A assistência ao recém-nascido de alto risco nos últimos anos vem sendo beneficiada com os avanços tecnológicos. Tais benefícios recaem também sobre a capacitação dos profissionais que compõem a equipe multidisciplinar prestadora de cuidados especializados a esta clientela, contribuindo assim, para a redução dos índices de morbi-mortalidade no período neonatal. A unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) é um espaço, dentro do complexo hospitalar, que reúne equipe de saúde multiprofissional, com diferentes formações e posições hierárquicas, conhecimentos técnicos e habilidades terapêuticas, bem como um arsenal de equipamentos e materiais médico-hospitalares destinados à assistência do recém-nascido em estado crítico. Neste ambiente, também pode-se presenciar momentos de expectativa, angústia e medo, vividos pelos genitores do neonato. OBJETIVO: Refletir sobre a utilização da tecnologia dentro da UTIN e sua relação com o cuidado humanizado prestado pela equipe de enfermagem ao neonato. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo reflexivo, com base na experiência profissional de enfermeiras, no âmbito da assistência neonatal, respaldadas na literatura pertinente ao tema. RESULTADO: Para os recém-nascidos prematuros, os quais se encontram em estado crítico de saúde, a UTIN representa a chance de assegurar o crescimento e desenvolvimento de seus órgãos e sistemas que se encontram imaturos. Para tanto, é preciso um aparato tecnológico capaz de manter o neonato vivo, entretanto é preciso também que o cuidado dispensado não se restrinja somente ao tecnicismo, mas sim, ele deve ser prestado de forma integral. Diante desta realidade, é indispensável a humanização do ambiente em que os neonatos críticos estão inseridos, com a finalidade de torná-lo menos impessoal, mais aconchegante, onde os recém-nascidos possam ser conhecidos não apenas pela patologia ou número do leito e sim por seus nomes, como pequenos cidadões, que apesar de sua fragilidade, nos sensibilizam com a sua vontade de viver. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Com isto podemos ter em mente que mesmo diante de toda a tecnologia necessitamos perceber sua dor e irritação quando alguma coisa o incomoda, sendo que isto só é possível quando se utiliza o tecnicismo sem sobrepor o humano. Nesta perspectiva para que a assistência de enfermagem seja prestada com qualidade faz-se necessário que a equipe de enfermagem seja um instrumento do cuidado humanizado e não apenas meros executores técnicos.

Correspondência para: Lariza Martins Falcão, e-mail: larizamartins@yahoo.com.br