O CLIENTE PSIQUIÁTRICO DE UM CAPS SOB A ÓTICA DOS ALUNOS DE ENFERMAGEM
Ana Cássia Mendes Ferreira
Luana Machado Pizetta
Rejane Burlandi de Oliveira
Thiago Alves Cavalcante
Thiago Quinellato Louro
INTRODUÇÃO: Trata-se de um relato de experiência, baseado na vivência dos alunos do 5° período de graduação em enfermagem da Escola de enfermagem Alfredo Pinto, durante o ensino clínico da disciplina de Enfermagem na Atenção em Psiquiatria. O objeto do nosso estudo consiste em verificar a percepção do acadêmico de enfermagem antes de entrar em contato com esta clientela e como esta se encontra após este contato, em um centro de atenção psicossocial da zona oeste do município do Rio de Janeiro, tendo em vista o contexto social e histórico da loucura. O cliente psiquiátrico ao longo dos anos sofreu com a descriminação e com o repúdio. A sociedade em geral não aceita a condição clínica deste sujeito, destituindo-o de sua liberdade e privando de seus direitos humanos fundamentais, violando assim sua dignidade. Frente a este quadro traçamos como objetivos: identificar a percepção dos acadêmicos de enfermagem antes e depois do ensino clínico acerca do cliente psiquiátrico e comparar os relatos dos sujeitos da pesquisa nestes dois momentos. METODOLOGIA: para o alcance dos objetivos propostos adotamos para este estudo a abordagem qualitativa onde descrevemos a experiência dos alunos do 5º período da graduação em enfermagem durante o ensino clínico da “Disciplina Enfermagem na Atenção em Psiquiatria”. RESULTADOS: Através do discurso dos sujeitos foi possível perceber que os mesmos consideravam o louco como incapacitado, violento, desregrado e alienado. Este pensamento em sociedade gera a criação de estereótipos, resultando no medo. Em contrapartida, após o contato com os clientes psiquiátricos em um CAPS, os alunos de enfermagem relatam ter mudado o seu modo de pensar, pois afirmam que passaram a ver o cliente possuidor de transtornos mentais como capacitado a viver em sociedade, trabalhando, estudando e agindo de maneira que não possa ser notada a sua condição. CONCLUSÃO: os alunos de enfermagem afirmaram que houve uma mudança no seu pensamento sobre o cliente com transtorno mental que primariamente era entendido como incapacitado de conviver socialmente e posteriormente como dotado de direitos e capacidade em exercer sua cidadania. A autonomia desta clientela, que sofre constantes violações, foi levantada como uma realidade a ser alcançada e respeitada, sendo a enfermagem colaboradora da conscientização da sociedade dos direitos dos clientes psiquiátricos bem como que eles devem ser participantes nas decisões em sociedade.
Correspondência para: Thiago Alves Cavalcante, e-mail: thiagoenfunirio@yahoo.com.br
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