Goiânia, 07 de novembro de 2005.

O PLANEJAMENTO LOCAL NA REORGANIZAÇÃO DAS PRÁTICAS DE TRABALHO

Silvana Corrêa de Barros Lampert

Marisa da Rocha

Áurea Santangelo

Jonilda Hugen Souza Vieira

Nilcéia Mota Marques

Raphael Nunes Bueno

INTRODUÇÃO: Planejamento local é um instrumento básico na efetivação de ações para a melhoria da qualidade de vida da comunidade. A construção da participação comunitária é um processo que se inicia quando várias pessoas dividem, compartilham suas necessidades, suas aspirações e experiências, com o objetivo de melhorar suas condições de vida. Para isso, se organizam, se encontram, identificam prioridades, dividem tarefas, estabelecem metas e estratégias de acordo com os recursos financeiros, técnicos e humanos existentes, e aqueles que poderão ser obtidos através de possíveis parcerias. É em nível local que se podem tomar decisões em conjunto com as pessoas, respondendo mais de perto as necessidades e expectativas. Este trabalho constitui-se no relato de experiência desenvolvido no município de Itajaí/SC visando a capacitação de trabalhadores de saúde que compõem as equipes do Programa Saúde da Família e Gestores da Secretaria Municipal de Saúde. OBJETIVOS: Promover a saúde junto às pessoas da comunidade, nos espaços onde estudam, trabalham, se divertem, amam e vivem; construir e fortalecer alianças estratégicas para melhorar as condições sociais e de saúde no lugar onde as pessoas residem; despertar o espírito de cidadania, buscando conhecer seus direitos e devees. METODOLOGIA: Desta forma, o planejamento deu-se a partir de duas oficinas. Na primeira oficina trabalhamos com informações de indicadores de saúde e sociais, análise da realidade mediante visitas no bairro e confecção dos mapas sinalizando as micro áreas de risco. Num segundo momento, já em posse de um diagnóstico, dividimos o grande grupo em grupos menores para o levantamento de problemas (nós críticos), definição de prioridades e propostas de ações passíveis de realização, estabelecimentos de prazos, responsabilidades individuais e coletivas. Levantamos claramente os problemas prioritários, que não dependem somente de políticas de saúde e sim de ações integradas e intersetoriais. Foi um grande aprendizado, pois o envolvimento dos agentes e lideranças da comunidade desenvolveu espírito de cidadania buscando a participação e co-responsabilização.

Correspondência para: Silvana Corrêa de Barros Lampert, e-mail: sil.lampert@terra.com.br