Goiânia, 07 de novembro de 2005.

SOROEPIDEMIOLOGIA DA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE C EM REEDUCANDOS DA CASA DO ALBERGADO

Gisella Souza Pereira

Adriana de Oliveira Sousa

Graziella Elias de Souza

Sheila Araujo Teles

Carmem Luci Rodrigues Lopes

Márcia Alves Dias

INTRODUÇÃO: Aproximadamente 170 milhões de pessoas são acometidas pelo vírus da hepatite C, representando 3% da população mundial. O HCV é um dos principais agentes etiológicos da hepatite crônica. Sua transmissão ocorre principalmente por via parenteral, sendo fatores de risco para esta infecção transfusão de sangue antes de 1993, tatuagem, piercing e, principalmente, uso de drogas ilícitas. A população de prisioneiros é um grupo de risco elevado para o HCV, pois apresenta em geral comportamentos de risco como uso de drogas injetáveis. Como não existe vacina contra a hepatite C, bem como anti-viral para a profilaxia pós-exposição. A educação é a única estratégia de prevenção da hepatite C. Logo, este estudo propôs detectar a positividade para o marcador anti-HCV em prisioneiros da Casa do Albergado de Goiânia, Goiás, visto que estas informações serão importantes para a implementação de programas de controle e prevenção da hepatite C. OBJETIVO: Detectar o marcador anti-HCV em prisioneiros da Casa do Albergado. METODOLOGIA: Estudo transversal realizado no mês de janeiro de 2005, na Casa do Albergado, que constitui uma unidade integrada a Agência Goiana do Sistema Prisional. Após entrevista sobre dados sócio-demográficos e fatores de risco para infecção pelo HCV, coletados 10 ml de sangue, através de punção venosa periférica. Os soros foram testados para detecção de anticorpos anti-HCV pelo ensaio imunoenzimático (ELISA) de 3ª geração, utilizando-se Kit comercial (Innotest HCV Ab, Innogenetics, Bélgica). As amostras reativas no ELISA foram retestadas por line immunoassay (INNO – LIA III HCV Ab, Innogentetics, Bélgica). RESULTADOS: De uma população de 210 reeducandos, apenas 76 indivíduos concordaram em participar do estudo, ou seja, 36,2%. Destes, somente dois apresentaram positividade para o marcador anti-HCV, correspondendo a um percentual de 2,6%. CONCLUSÃO: Uma baixa prevalência para o anti-HCV foi detectada em prisioneiros da Casa do Albergado, embora muitos apresentassem fatores/comportamentos de risco para hepatite C. O caráter não impositivo do estudo pode ter contribuído para os resultados deste estudo, devendo o mesmo ser considerado com reservas.

Correspondência para: Gisella Souza Pereira, e-mail: gisella.enf@pop.com.br