O RISCO AMBIENTAL: UM DESAFIO PARA O PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM NO SUS
Thaís Fonseca Veloso de Oliveira
Liliana Angel Vargas
INTRODUÇÃO: O modelo de desenvolvimento adotado no Brasil tem dado origem a uma rede de relações negativas entre saúde e meio ambiente, principalmente por se constituir numa fonte de riscos ambientais que impactam a situação de saúde da população, em praticamente todas as regiões que compõem seu território. Este estudo realizado por acadêmica bolsista de iniciação cientifica da Escola de Enfermagem Alfredo Pinto da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, cuja relevância encontra-se na possibilidade entender a ocorrência do processo saúde/doença e relacioná-lo com os riscos ambientais a que a se encontra exposta uma comunidade, localizada no município de Magé, que integra a Área de Preservação Ambiental de Guapimirim. A motivação para esta pesquisa surgiu quando, nesta região foi instalada uma empresa altamente poluidora responsável pela destinação final de resíduos químicos para o co-processamento de cimento. OBJETIVOS: Identificar os impactos reais e potenciais segundo os tipos de resíduos químicos lançados nas proximidades da comunidade em questão; analisar os efeitos desses resíduos no perfil epidemiológico da região e analisar as possibilidades de atuação do profissional de Enfermagem perante situações de risco químico ambiental na comunidade. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo que se utiliza da pesquisa bibliográfica e análise documental. Esta última teve como base os relatórios elaborados pelo órgão responsável pela política ambiental no Estado do Rio de Janeiro. RESULTADOS: Dentre os poluentes potenciais identificados temos: SO2, SO3, HCl, NOx, material particulado, PAN (nitrato peroxi-acetila), etileno, cloro, gás sulfídrico, ácido clorídrico e mercúrio, responsáveis por diversas manifestações pulmonares, gastrointestinais, sanguíneas, renais e neurológicas nas pessoas expostas a estas substâncias. No entanto, a pouca valorização das relações meio ambiente e saúde, impedem a adoção de práticas resolutivas para estas situações dentro do SUS. CONCLUSÃO: Os riscos ambientais se tornam hoje um verdadeiro problema de saúde coletiva, razão pela qual o profissional de saúde em geral e de enfermagem em particular devem estar sensíveis à valorização dos riscos ambientais dentro de sua prática profissional no SUS. Só desta forma alcançaremos práticas integrais que visem diminuir os efeitos colaterais das relações meio ambiente/ saúde.
Correspondência para: Thaís Fonseca Veloso de Oliveira, e-mail: tfvo@hotmail.com
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