Goiânia, 07 de novembro de 2005.

MODELOS ASSISTENCIAIS DE ENFERMAGEM

Marlene Teda Pelzer

Rosemary Silva da Silveira

Wilson Danilo Lunardi Filho

Valéria Lerch Lunardi

Eliana Pinho de Azambuja

Nalú Pereira da Costa Kerber

Helena Heidtman Vaguetti

Mara Ambrosina Vargas

Nosso fazer expressa valores, crenças, conhecimentos, podendo inspirar outras ações, o que dá concretude à sua dimensão educativa. É preciso conhecer e questionar o papel de sujeito ativo ou passivo que temos assumido frente às políticas de saúde e modelos assistenciais adotados, que influenciam direta ou indiretamente o nosso fazer profissional. Este texto reflete sobre a importância da construção e/ou utilização de modelos assistenciais que estejam em consonância com as mudanças sociais, políticas, econômicas e culturais, necessárias à sociedade. O trabalho em saúde se organizou em dois modelos tecno-assistenciais de saúde: o clínico e o epidemiológico, os quais se diferenciam pelo modo de compreensão e apreensão do objeto de trabalho, decorrendo, daí, suas diferentes características tecnológicas: as formas de ação. Ao organizar-se um serviço de enfermagem, público ou privado, hospitalar ou da rede básica de atenção à saúde, é definida uma metodologia de assistência, em consonância com os objetivos traçados pela organização institucional, coerente com sua missão e em inter-relação com o Sistema de Saúde. As ações direcionadas ao indivíduo, mesmo que momentaneamente incidindo diretamente sobre seu corpo, têm suas repercussões coletivas e, como tal, necessitam ser percebidas e desenvolvidas. A escolha de um modelo apropriado à determinada situação, na prática do enfermeiro, envolve tanto o conhecimento dos diferentes modelos existentes, como das variáveis que afetam a situação do cliente. Os trabalhadores de enfermagem precisam utilizar os modelos assistenciais, como seres participativos, reflexivos, críticos, capazes de contextualizar situações e utilizar seu conhecimento para decidir a melhor forma de agir. Um modelo de assistência pode ser construído e reconstruído, de acordo com as características do serviço, da clientela e da equipe de trabalho; assegura o planejamento e sistematização das ações da equipe de enfermagem, contribuindo, também, para a credibilidade e visibilidade da enfermagem. É importante estarmos atentos para sabermos reconhecer as necessidades do cliente e escolher modelos capazes de contemplar as necessidades relativas ao processo de saúde-doença, individuais e coletivas. Um modelo pode, então, ser considerado uma estrutura de idéias que guia e reflete a prática assistencial, calcado em princípios que ajudem o enfermeiro a conduzir a assistência em todas as suas fases, de acordo com a complexidade do cuidado.

Correspondência para: Marlene Teda Pelzer, e-mail: pelzer@mikrus.com.br