Goiânia, 07 de novembro de 2005.

UMA REFLEXÃO DO ESTRESSE NO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM1

Fabiola Vieira Cunha

Fábio Henrique

Érika Cristina Leopoldo Gaspar

Cristiane Karina Malvezzi

Estresse é definido como uma resposta fisiológica, psicológica e comportamental de um indivíduo que procura adaptar-se e ajustar-se às pressões internas e externas. Verifica-se que aos poucos, a pesquisa acerca do estresse vai abrangendo várias áreas do conhecimento e diferentes campos de interesse. Existe uma conscientização cada vez mais generalizada, dos fatores que levam ao estresse ocupacional e de suas conseqüências, e como isso afeta o trabalho e a saúde dos profissionais de enfermagem. Pretendeu-se neste estudo fazer uma reflexão acerca da produção acadêmica dessa categoria profissional, no Brasil, em relação ao stress. Realizou-se um levantamento de artigos, dissertações, teses e livros publicados no Brasil, entre 1994 a 2004. As 101 publicações encontradas apontam a enfermagem como uma profissão desgastante e com elevado potencial para o estresse. Os estressores de várias naturezas existentes na dinâmica do serviço de enfermagem e em seu local de trabalho, estão relacionados às unidades de atuação, cargos ocupados, satisfação no trabalho e clientela atendida, resultando em enfermidades físicas e psicológicas, insatisfação, desmotivação, diminuição da produtividade, além de outras manifestações como a diminuição do estado de “alerta”. Portanto, é de suma importância para a saúde física e mental desses profissionais, que os mesmos saibam identificar as manifestações do estresse e que aprendam a detectar quais estressores estão desencadeando o processo. Assim sendo, algumas ações preventivas podem ser incrementadas, no sentido de proporcionar a estes profissionais condições de trabalho mais satisfatórias como: implementação do ambiente físico, das escalas de trabalho diário e mensal; escalas de férias; das relações entre chefia e subordinados; além de estimular relações mais positivas e colaborativas entre as equipes; oferecer cursos acerca do processo de estresse, atualização e treinamentos, e ainda, oferecer suporte emocional a esses trabalhadores, tais como: técnicas de relaxamento, dinâmicas de grupo, ginástica laboral, entre outros, oferecidos por profissionais especializados. Estas ações não só preservariam a saúde física e mental dos profissionais, como também melhoraria a qualidade de assistência prestada.

Correspondência para: Fabiola Vieira Cunha, e-mail: fabiolavcunha@bol.com.br