Goiânia, 07 de novembro de 2005.

NÃO ADESÃO AO TRATAMENTO ANTI-HIPERTENSIVO

Fabiola Vieira Cunha

Andreza Maura de Lacerda

Gracieli Renata da Silva

A hipertensão arterial é um problema que acomete milhões de brasileiros sendo o seu controle o maior desafio que enfrentam os pacientes. A adesão ao tratamento anti-hipertensivo depende de muitos aspectos como a participação do paciente e de uma equipe multidisciplinar. Porém a falta de adesão ao tratamento é um dos maiores problemas no controle da doença, que ocorre devido a vários fatores. Determinar esses fatores é o objetivo desse trabalho. OBJETIVOS: Detectar a não adesão ao tratamento anti-hipertensivo e as causas da não adesão a esse tratamento. METODOLOGIA: A pesquisa será descritiva e quantitativa, realizada no ambulatório de enfermagem da faculdade Integradas Teresa D'Ávila, na cidade de Lorena – SP, onde serão coletadas 30 fichas de atendimento ambulatorial de clientes com diagnóstico de hipertensão arterial. O trabalho foi aceito pelo comitê de ética da Universidade de Taubaté, sob protocolo de número 288/05. RESULTADOS: A coleta dos dados demonstrou que 80% dos pacientes não aderem ao tratamento. 100% não possuem renda para manter o tratamento, 90% falta de informação, 85% não entendem as informações, 100% tem dificuldade de locomoção e falta de transporte. CONCLUSÃO: O trabalho demonstrou que a não adesão ao tratamento anti-hipertensivo ocorre devido a falta de informação, entendimento da informação sobre o tratamento, a falta de transporte, a dificuldade de se locomover. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Percebemos que é necessário um maior envolvimento da equipe de enfermagem interagindo com uma equipe multidisciplinar no intuito do esclarecimento e controle da doença. E do município em fornecer transporte gratuito, fazer campanhas explicativas da doença e do tratamento.

Correspondência para: Fabiola Vieira Cunha, e-mail: fabiolavcunha@bol.com.br