SÍNDROME DE FOURNIER: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO EM BELÉM-PA
Gisela Pereira Xavier
Thiago Emanuel Queiros Batista
Yuka Tsukui
INTRODUÇÃO: Síndrome de Fournier (SF), também conhecida como Gangrena de Fournier, é uma forma de fasciíte necrosante descrita originalmente como atingindo os órgãos genitais masculinos, devido sua incidência ser em sua maioria no sexo masculino, por isso ela ainda é descrita como uma infecção grave do escroto ou períneo, que pode levar a perda de tecido e até ao óbito do cliente. No entanto, atualmente, tem-se diagnosticado a SF em situações de infecção de tecidos moles no trato genital feminino, embora seja menos freqüente, sendo sua ênfase, na prática clínica e nas referências bibliográficas, dada aos homens. OBJETIVOS: identificar a incidência, a prevalência e os principais fatores de risco da SF no período de janeiro de 2002 a janeiro de 2005, com vista a divulgação da atual realidade de sua ocorrência em Belém-PA e a atualização dos dados sobre esta síndrome. METODOLOGIA: foi realizada uma pesquisa exploratória, de caráter quantitativo, em hospitais públicos de Belém-PA, onde tivemos como sujeito de estudo os clientes internados nestes hospitais e que receberam o diagnóstico de SF, a coleta de dados foi através da análise de prontuários junto ao Departamento de Arquivo Médico e Estatístico (DAME) destes hospitais, sendo que a análise dos dados foi através de análises estatísticas. RESULTADOS: as pesquisas mostraram que as mulheres representaram 20% dos casos de SF ocorridos no período em estudo, dentre estes, 80% evoluíram a óbito, além de destacar como principais fatores de risco o diabetes e traumas na região abdominal ou inguinal devido a ruptura da continuidade da pele nesta região, o que favorece a rápida disseminação da infecção para a região genital e membros inferiores e assim para a gravidade da patologia e danos ao cliente. CONSIDERAÇÕES FINAIS: esta pesquisa nos permitiu não apenas fazer um levantamento dos principais fatores locais e sistêmicos predisponentes da SF como, também, atualizar as informações sobre esta patologia aos profissionais de saúde interessados e, assim, contribuirmos para a prevenção.
Correspondência para: Gisela Pereira Xavier, e-mail: giselapxavier@yahoo.com.br |