O PROCESSO DE CUIDAR NA UTI ADULTO DE UM HOSPITAL DE ENSINO
Livia Cozer Montenegro
Lillian Daisy Gonçalves Wolff
Carmen Elizabeth Kalinowski
Cíntia da Silva Mazur
Unidades de Terapia Intensiva (UTI) destinam-se a pacientes críticos com risco de vida, mas que são passíveis de recuperação. Para a realização de cuidados humanizados, planejados, seguros e com qualidade a seus pacientes, essas unidades requerem: profissionais de Enfermagem qualificados e em número adequado; tecnologia compatível; organização da Unidade, planejamento e organização do cuidado. Esta pesquisa descreve o processo de cuidar da equipe de Enfermagem em uma UTI de um Hospital de Ensino, a partir de dados obtidos mediante observação participante e do censo hospitalar. Apresentam-se dados sobre o processo de cuidar: finalidade, cuidados e instrumentos, como: profissionais de enfermagem, recursos físicos e tecnológicos, filosofia, organização, sistematização e padronização do cuidado. Essa UTI tem por finalidade prestar cuidados de forma contínua a pacientes graves com idade superior a 14 anos, em condições de serem recuperados e que provêm principalmente do Serviço de Neurologia e do Centro Cirúrgico. A equipe de Enfermagem atua sob o método integral de organização do cuidado e é composta por 46 Auxiliares, 10 Técnicos e 06 Enfermeiras. Possui um total de 14 leitos, e equipamentos compatíveis em número e qualidade para esse nível de assistência. Contudo, analisando seu processo de cuidar, à luz da literatura, observou-se que em relação à sistematização da assistência, embora exista prescrição de Enfermagem, essa é constituída de cuidados de rotina pré-estabelecidos à pacientes de UTI, e não de cuidados individualizados. Ademais, não há critérios que orientem a distribuição de pacientes à equipe de enfermagem. Observou-se também, inexistência de instrumentos de padronização e orientação de cuidados como: manuais de técnicas e rotinas, bem como um processo educativo específico para a Unidade - condições indispensáveis para a qualidade do cuidado. Conclui-se que Hospitais de Ensino, como referência para a assistência e também formadores de recursos humanos para o Sistema Único de Saúde, deveriam primar por um padrão de excelência de cuidado à saúde. Porém, percebe-se que nem sempre suas UTI´s têm profissionais de Enfermagem em número suficiente e orientados, no que diz respeito á organização e sistematização adequadas do processo de cuidar.
Correspondência para: Livia Cozer Montenegro, e-mail:
livinhamontenegro@hotmail.com
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