Goiânia, 07 de novembro de 2005.

CENTRALIZAÇÃO DO PREPARO DE MEDICAÇÃO EM UMA UTI

Carlos Roberto Caixeta

Virginia Visconde Brasil

A ministração de medicamentos em Unidades de Terapia Intensiva é uma das atribuições de maior responsabilidade da equipe de enfermagem e requer significativa parte do seu tempo no cotidiano do cuidado ao cliente. O momento do preparo dos medicamentos, dependendo do número de integrantes da equipe, do conhecimento pessoal, planta física da unidade e do processo usado para realização do trabalho, pode significar elevado risco para os clientes. Além disso, é necessário envolvimento do enfermeiro com a burocracia que envolve o preparo e provimento de medicações para a unidade, o que reduz sua atenção ao cliente. Este relato tem por objetivo descrever a experiência de um grupo de profissionais de terapia intensiva propondo um novo processo de trabalho, que centraliza o preparo de medicação. A proposta resume em atribuir a um profissional a responsabilidade do preparo da medicação, desde destacar as prescrições, o contato com a farmácia e o preparo propriamente dito. Buscou-se uma prática mais segura desta atividade, uma vez que a centralização possibilita supervisão sistemática do processo, tende a minimizar a ocorrência de erros, pois permite a dupla conferência da medicação por pessoas distintas durante a realização de suas atribuições, sendo a primeira realizada por quem prepara e a segunda por quem ministra. Outra vantagem é a redução do desperdício de medicações, que podem ser melhor aproveitadas nas doses. A escolha do funcionário e o ambiente do posto de medicação foram fatores decisivos para o sucesso do processo de trabalho. O ambiente deve possuir boa luminosidade, ser um ambiente exclusivo para esta finalidade, sem interrupções telefônicas; o profissional deve possuir habilidades como destreza manual, capacidade de concentração, bom relacionamento com a equipe e facilidade com cálculos. Considerou-se a proposta viável. Os erros estão sendo minimizados, o profissional permanece mais tempo junto ao cliente, o custo tem sido minimizado e o enfermeiro se envolve menos com as questões burocráticas, priorizando asssim os cuidados individualizados ao seu cliente.

Correspondência para: Carlos Roberto Caixeta, e-mail: caixeta2@uol.com.br