Goiânia, 07 de novembro de 2005.

ENFERMAGEM SOLIDÁRIA: ENTEROPARASITOSES EM ESCOLARES

Wendy Fernandes Bueno

Priscilla Germano Maia

Rilene Simone Moreira da Silva

Helenize Eliza de Souza

Carla Nogueira Barbosa

Alessandro Amato Sérvulo

Ilda Cecília Moreira da Silva

O estudo contemplou o Projeto Saúde Solidariedade, realizado de Junho a Agosto de 2004, por acadêmicos de enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), o qual objetivou promover a educação em saúde e conhecer a prevalência e a intensidade de infecção por parasitos intestinais de estudantes da Escola Municipal Paulo VI, Volta Redonda/RJ. A pesquisa teve carater quanti-qualitativo. Foram realizadas discussões sobre prevenção de parasitoses e os recursos audiovisuais utilizados foram cartazes ilustrativos, folders, fita de vídeo sobre o assunto e vermes adultos in-vitro para demonstração. Foram coletadas amostras fecais dos alunos, que foram levadas ao Laboratório de Parasitologia do UniFOA e procedido o preparo e análise das mesmas. Os resultados foram entregues à direção da escola, sendo os casos positivos encaminhados à Unidade Básica de Saúde do bairro, para que as crianças fossem devidamente tratadas. Foram distribuídos 475 (100%) potes coletores de fezes aos alunos participantes das dinâmicas em grupo e através de demanda espontânea, foram recebidas 236 (50%) amostras. Os resultados mostraram que 68 (29%) dos estudantes tiveram pelo menos uma infecção parasitária. De acordo com os 68 positivos (100%), a prevalência de protozoários foi de 78% (53) e para os helmintos, as taxas foram de 22% (15). Neste estudo, foi encontrado um percentual maior de protozoários, sendo estes veiculados por água ou alimentos contaminados por formas evolutivas destes parasitas. Portanto, retoma-se a importância dos aspectos enfocados na educação em saúde, como: lavagem das mãos, preparo adequado da água e alimentos, andar sempre calçado, manter uma higiene corporal diária, entre outras. A estratégia de promover a saúde na comunidade escolar foi satisfatória, devido ao fato de as crianças serem indivíduos questionadores e flexíveis às mudanças, levando o aprendizado reforçado para dentro de seus lares, conscientizando todos os membros da família. Com a realização deste projeto, acadêmicos de enfermagem tiveram oportunidade de vivenciar o momento atual da enfermagem, que é o de pensar criticamente sobre a realidade social, intervindo por meio da prática da saúde coletiva, privilegiando o saber/fazer da enfermagem.

Correspondência para: Wendy Fernandes Bueno, e-mail: wendyfbueno@yahoo.com.br