KIT PARA AEROSSOLTERAPIA-AVALIAÇÃO DOS CRITÉRIOS PARA REUTILIZAÇÃO
Cleliana Sanches e Silva Ramos
Sandra Valéria Martins Pereira
O re-processamento de kit para aerossóis deve garantir ao cliente segurança na reutilização desses equipamentos. Por outro lado, o manuseio dos produtos utilizados nesse processo deve ser realizado com critério, evitando a exposição inadequada e risco para o profissional de saúde. A monitorização desse processo tem sido foco de atenção por estes profissionais visto que a inobservância das normas acarretará em deficiência na limpeza e desinfecção do copo-extensor-máscara que podem estar potencialmente contaminados e fonte de infecções do trato respiratório, observados em áreas hospitalar e ambulatorial quando utilizam esses equipamentos, sem o devido tratamento. Objetivamos avaliar os procedimentos de limpeza e desinfecção de copo-extensor-máscara para aerossol praticado por profissionais de Unidades Básicas de Saúde (UBS) de um Município do Estado de Goiás. Este estudo qualitativo apoiado no referencial dialético trata de um relato de experiência vivenciada no decorrer do estágio supervisionado de um Curso de Enfermagem de uma Instituição de Ensino Superior do Estado de Goiás no período de julho a dezembro de 2004. Foi realizada a observação sistematizada do processo de limpeza e desinfecção de Kit para aerossol em três (3) UBS de grande fluxo de pessoas. O processo foi avaliado segundo as pré-categorias de análise, criadas de acordo com as normas da SOBECC, APECIH, que nortearam a observação sistemática do processo: Condição 1 – existência de manual de normas sobre o re-processamento do kit para aerossol; Condição 2- uso do EPI pelo profissional agente do processo; Condição 3 - estrutura física para realização do procedimento; Condição 4 - processo de limpeza e desinfecção; Condição 5 - Estocagem. Os resultados encontrados foram: não havia protocolos e/ou manual de normas; Não utilizavam nenhum tipo de EPI no processo de limpeza e desinfecção; Não possuíam área exclusiva para realização deste procedimento; Em relação à limpeza e desinfecção, utilizavam hipoclorito como desinfetante, só que a concentração e tempo não correspondia ao preconizado (1%) 30min; Estavam armazenados em recipientes de plásticos com tampa, sem secá-los; Nesse contexto, consideramos que apesar da obrigatoriedade das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar, das edições de manuais e normas, há uma séria distorção na execução de todo esse aparato normativo. Dessa forma, na prática a diversidade de atitudes está longe de atender uma padronização de rotinas.
Correspondência para: Cleliana Sanches e Silva Ramos, e-mail: kekesanches@hotmail.com
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