Goiânia, 07 de novembro de 2005.

A ENFERMAGEM NO CONTROLE DA HIPERTENSÃO NA 3ª IDADE

Sabrina Moreira da Silva

Tatyane Gonçalves Recalde

Rejane Urcino Pereira dos Santos

Ercília Alice Teles de Sousa

Lélia Leoi

O Brasil, à semelhança dos demais países em desenvolvimento, vem apresentando desde a década de 1970 um processo de transição demográfica, favorecendo o envelhecimento populacional de uma forma rápida e intensa. Segundo estimativas, o ano de 2025 terá mais de 30 milhões de indivíduos com mais de 60 anos, sendo que a maioria deles, cerca de 85%, apresentarão pelo menos uma doença crônica. Entre essas doenças, segundo estudos epidemiológicos brasileiros, as cardiovasculares (DCVs) constituem a principal causa de morte dos indivíduos idosos. A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é a mais prevalente das DCVs, sendo que no Brasil 65% dos idosos são hipertensos e entre mulheres maiores de 75 anos a prevalência pode chegar a 80%. Procurando contribuir para minimizar este problema, o presente trabalho tem por objetivo fazer uma revisão sobre os aspectos da HAS, a influência do envelhecimento e os fatores de risco associados, assim como a necessidade de modificá-los com a adoção de hábitos de vida saudáveis. O papel do enfermeiro é destacável no sentido de agir como educador, dirigindo-os para o autocuidado e contribuindo para aumentar a aderência do tratamento. Foi observado que os cuidados de enfermagem quando embasados em uma teoria de enfermagem que se adéqüe as individualidades do paciente, torna-se mais fácil uma compreensão ampla da real situação do paciente, contribuindo assim, para qualificar a assistência de enfermagem.

Correspondência para: Sabrina Moreira da Silva, e-mail: nina00df@yahoo.com.br