Goiânia, 07 de novembro de 2005.

SATISFAÇÃO PROFISSIONAL: A VISÃO DAS ENFERMEIRAS.

Liana Amorim Corrêa

Caroline Neris Ferreira

Deise Ferreira de Souza

INTRODUÇÃO: É fato que hoje as grandes empresas já despertam interesse em conhecer as necessidades de seus funcionários visto que a satisfação do trabalhador gera reflexos positivos na qualidade e produtividade que garante o crescimento empresarial e reconhecimento do público. Discutir satisfação é complexo pela subjetividade que a terminologia envolve por subsistir de valores, necessidades e percepções individuais. A satisfação profissional é compreendida por Lévy-Leboyer (1998) como “reações afetivas referentes à atividade profissional que podem estar ligadas ao prazer da própria atividade, ou relacionadas com as funções desempenhadas na vida profissional, ou com o valor atribuído por cada um àquilo que recebe em troca de seu trabalho”. OBJETIVOS: Identificar os aspectos negativos do trabalho das enfermeiras e discutir os fatores relevantes apontados para aumentar o seu nível de satisfação. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo exploratório-descritivo com abordagem qualitativa realizado com 31 enfermeiras assistenciais, que trabalham num hospital de médio porte do Rio de Janeiro, tendo no mínimo 1 ano de experiência na instituição, cumprindo 40 horas semanais. Os achados, colhidos através de questionário, foram transcritos e organizados em categorias a partir do entendimento comum dos atores da pesquisa. RESULTADOS: Dentro os aspectos negativos foram apontados: desconforto em relação à estrutura física para o funcionário, a carga horária exaustiva, a falta de reconhecimento profissional e comunicação ineficiente. Considerado como fatores relevantes: a relação com a equipe; o acesso à tecnologia e a facilidade de acesso direto às chefias. CONCLUSÃO: Este estudo é uma pequena amostra do universo de enfermeiras que pode apresentar padrões diferentes de outros estudos em face da realidade da instituição em foco, no entanto, ainda há muito que se fazer para dignificar o trabalho das enfermeiras frente ao desgaste físico e emocional a que estão expostas no cotidiano de seu trabalho. Chiavenato (2002), ao construir o Código de Ética da Nova Administração de Recursos Humanos, propõe em primeiro item “dignificar o ser humano” ressaltando que não cabe mais administrar pessoas “como se elas fossem simples recursos empresariais, ou seja, sujeitos passivos e inertes de nossa administração” mas “administrar conjuntamente com as pessoas como sujeitos ativos, companheiros da atividade empresarial, colaboradores do negócio, fornecedores de inteligência e de conhecimento. ”

Correspondência para: Liana Amorim Corrêa, e-mail:

lianauff99@yahoo.com