Goiânia, 07 de novembro de 2005.

ABSENTEÍSMO: DESAFIO DO SERVIÇO DE ENFERMAGEM

Maria Angela Lopes

Ionete de Oliveira

Nanci Nascimento de Jesus Meireles

A Enfermagem por ser composta, predominatemente, por mulheres e estar inserida no processo de força de trabalho e contribuindo no sustento da família, acaba realizando várias jornadas, levando ao adoecimento e consequentemente ao afastamento de suas atividades profissionais, acarretando prejuízo institucional. Achamos que muitas das vezes, são relacionadas ao trabalho: estresse, carga horária exaustiva,carregamento de peso, postura incorreta, entre outros. Observamos no nosso ambiente de trabalho, muitos colegas de profissão se ausentando por estarem "doentes". Tal fato nos preocupa por trabalharmos em uma instituição que tem a missão de ofertar saúde ao cidadão. Com a implantação da Política Nacional de Humanização (PNH - HUMANIZA-SUS), que visa a reorganização do sistema para melhor atender a população, não somente o usuário, como também os trabalhdores, achamos que devemos dar maior atenção e valorização a esses profissionais para que possam alcançar maior satisfação sentindo-se cuidados. Este estudo foi desenvolvido com a equipe de enfermagem de um hospital público especializado situado na cidade do Rio de Janeiro, e teve como objetivo a identificação dos agravos à saúde que afetaram esses profissionais no período de janeiro a junho de 2005 e estabelecer estratégias de ação visando o autocuidado. Fez-se necessário um estudo bibliográfico descritivo acerca do universo do trabalho da Enfermagem e os riscos que estão expostos. A pesquisa descritiva detecta com precisão a freqüência com que um fenômeno acontece, sua relação e conexão com sua natureza e carcterísticas. As obtenções dos dados inerentes ao problema foram adquiridas através de questionário que os mesmos responderam após assinarem o Termo de Consentimento Livre-Esclarescido (TCLE) e informações documentais. Analisamos os dados quantitativamente e evidenciou-se que a equipe de enfermagem da instituição em estudo é formada pela maioria de mulheres (30 a 50 anos), uma grande parte é casada e tem filhos, uma variação bastante ampla no tempo de serviço (2 a 20 anos), a maioria possui 2 empregos e um número expressivo já se acidentou e/ou ficou afastado de suas atividades por motivos de doença. Consideramos que os resultados encontrados vão ao encontro da literatura e propomos que sirvam de subsídios de estratégias de melhoria no ambiente de trabalho para que esses profissionais possam realizar suas tarefas livres de riscos ocupacioais.

Correspondência para: Maria Angela Lopes, e-mail:

manoeleangela@hotmail.com