Goiânia, 07 de novembro de 2005.

BAIXA ADERÊNCIA AO TRATAMENTO X COLETA DE DADOS.

Maristela Lopes

Weliton Rodrigo de Oliveira

Rodrigo Soares Ribeiro

Matilde Aparecida Silva

Gláucia Aparecida Henrique Bortolozo

A hipertensão crônica apresenta um significativo aumento nas últimas décadas, sendo responsável por um alto número de óbitos em nosso país. Há muitas dificuldades quanto a adesão ao tratamento, pois segundo Lessa (1998), 50% dos hipertensos conhecidos não fazem nenhum tipo de tratamento e dentre os que o fazem, a pressão arterial em poucos é controlada. Nosso objetivo foi elaborar um instrumento para avaliar possíveis dificuldades na adesão ao tratamento da hipertensão arterial crônica. Como discentes do 6º período de enfermagem em aulas práticas da disciplina Saúde do Adulto na Unidade da Saúde da Família em um bairro da periferia de Votuporanga-SP, fomos solicitados a elaborar e ministrar uma palestra aos hipertensos crônicos cadastrados nesta unidade, verificando os prontuários observamos que 9% da população assistida são hipertensos crônicos, esta análise dispertou-nos o interesse em identificar as possíveis dificuldades da aderência ao tratamento da hipertensão arterial. Num primeiro momento fizemos uma palestra enfatizando a importância e o por quê das questões do roteiro que foi elaborado através da observação direta durante o período de aulas práticas e revisão de literaturas sobre a patologia. Após a coleta de dados pelo roteiro de entrevista os resultados foram analisados sendo identificado as possíveis dificuldades em relação a aderência ao tratamento, na intenção de elaborar cuidados direcionados a necessidade de cada paciente. Espera-se que os resultados obtidos através deste roteiro venham contribuir de forma direta para o conhecimento do elevado índice de não aderência ao tratamento da hipertensão arterial crônica. Após revisão bibliográfica mostrando altos índices de mortalidades relacionados a falta de aderência ao tratamento, concluímos que se faz necessário uma intervensão imediata da enfermagem para conhecer a realidade de cada paciente e assim intervir neste índice elevado de não aderência ao tratamento.

Correspondência para: Rodrigo Soares Ribeiro, e-mail: rosorib@ig.com.br